POLÍTICA NACIONAL

Tarcísio de Freitas critica reeleição e defende reforma política no Brasil

Governador de São Paulo afirma que reeleição torna políticos reféns e pede debate sobre mudanças no sistema eleitoral

Por Sputinik Brasil Publicado em 07/04/2026 às 16:01
Tarcísio de Freitas defende reforma política e critica reeleição durante coletiva em São Paulo. © Foto / Paulo Guereta / Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou-se nesta terça-feira (7) contrário à reeleição em cargos públicos, defendendo a necessidade de uma ampla reforma política no Brasil.

Durante coletiva de imprensa, Tarcísio argumentou que a possibilidade de reeleição transforma os políticos em reféns do próprio cargo, embora ele mesmo esteja em busca de um segundo mandato consecutivo como governador paulista.

"Talvez a reforma-mãe do Brasil seja a reforma política. A gente tem que se questionar, neste momento, em que medida a reeleição está ajudando ou não o país. Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica refém da possibilidade de reeleição, deixando de fazer aquilo que de fato precisa ser feito."

A declaração de Tarcísio ocorre um dia após a repercussão, na imprensa brasileira, do protocolo de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que sugere o fim da reeleição presidencial. O movimento é interpretado como estratégia para fortalecer a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro.

Segundo analistas, a PEC protocolada por Flávio sinaliza às lideranças políticas que, caso eleito, o senador não tentaria a reeleição em 2030, abrindo espaço para outros nomes disputarem o cargo no pleito seguinte.

Entre os possíveis beneficiados pela proposta está o próprio Tarcísio, que optou por buscar a reeleição estadual, mesmo contando com apoio de parte da direita para ser o candidato bolsonarista à presidência neste ano. Caso seja reeleito em São Paulo, o caminho natural para o político seria disputar o Planalto futuramente.