CIA teria usado tecnologia quântica secreta para localizar tripulante de caça abatido no Irã
Dispositivo desenvolvido pela Lockheed Martin identificou batimentos cardíacos do militar, segundo imprensa dos EUA
A Agência Central de Inteligência (CIA) teria utilizado um dispositivo confidencial baseado em tecnologia quântica para localizar um tripulante do caça F-15E abatido pelo Irã na última semana. Com a ferramenta, foram detectados os batimentos cardíacos do militar, informou o New York Post nesta terça-feira (7).
A tecnologia empregada é baseada em magnetometria quântica de longo alcance, capaz de identificar a assinatura eletromagnética do batimento cardíaco humano. Em seguida, o equipamento utiliza inteligência artificial para isolar esse sinal do ruído de fundo, segundo fontes citadas pela publicação.
"A capacidade não é onisciente. Funciona melhor em ambientes remotos, com pouca interferência, e exige tempo significativo de processamento", afirmou uma fonte ao jornal.
O dispositivo, chamado Ghost Murmur, foi desenvolvido pela divisão Skunk Works, da Lockheed Martin. Segundo a reportagem, o local onde o militar foi encontrado foi considerado ideal para o primeiro uso da tecnologia.
O equipamento já teria sido testado com sucesso em helicópteros Black Hawk e pode, no futuro, ser aplicado em caças F-35, acrescentou o jornal.
Na última semana, a imprensa norte-americana informou que o país iniciou uma operação de busca e resgate em grande escala após a queda de um caça-bombardeiro supersônico F-15E Strike Eagle no Irã. Um dos tripulantes foi localizado rapidamente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou posteriormente que o segundo militar também havia sido resgatado em segurança. Segundo ele, dezenas de aeronaves participaram da operação.
Caças abatidos pelo Irã
O Irã abateu na última sexta-feira (3) pelo menos três caças norte-americanos, em meio à continuidade do conflito na região. De acordo com relatos, horas antes do incidente, diversos caças sobrevoaram cidades iranianas, incluindo Teerã, quando foram alvo de intenso fogo da defesa aérea.
O ex-analista da CIA Larry Johnson chegou a afirmar à Sputnik que a perda de equipamentos militares caros dos Estados Unidos em operações contra o Irã se deve à superestimação feita por Washington das suas capacidades antes do início da campanha.
"Não é que não estivéssemos prontos, era apenas uma avaliação muito otimista das capacidades [do Exército dos EUA]."
O interlocutor da agência ressaltou que, antes da operação, havia uma percepção de alta eficácia da defesa antimíssil dos Estados Unidos contra o Irã. Na prática, isso acabou por se mostrar falso, acrescentou.
"[As bases norte-americanas na região] já estão abertas a ataques iranianos. Mesmo quando os sistemas de defesa antiaérea estão funcionando, segundo foi informado, sua eficiência é de 20%, e 80% dos mísseis voam sem problemas", concluiu.