TECNOLOGIA MILITAR

CIA teria usado tecnologia quântica secreta para localizar tripulante de caça abatido no Irã

Dispositivo desenvolvido pela Lockheed Martin identificou batimentos cardíacos do militar, segundo imprensa dos EUA

Por Sputinik Brasil Publicado em 07/04/2026 às 19:16
Dispositivo quântico secreto da CIA teria localizado tripulante de caça abatido no Irã, diz imprensa dos EUA. © AP Photo

A Agência Central de Inteligência (CIA) teria utilizado um dispositivo confidencial baseado em tecnologia quântica para localizar um tripulante do caça F-15E abatido pelo Irã na última semana. Com a ferramenta, foram detectados os batimentos cardíacos do militar, informou o New York Post nesta terça-feira (7).

A tecnologia empregada é baseada em magnetometria quântica de longo alcance, capaz de identificar a assinatura eletromagnética do batimento cardíaco humano. Em seguida, o equipamento utiliza inteligência artificial para isolar esse sinal do ruído de fundo, segundo fontes citadas pela publicação.

"A capacidade não é onisciente. Funciona melhor em ambientes remotos, com pouca interferência, e exige tempo significativo de processamento", afirmou uma fonte ao jornal.

O dispositivo, chamado Ghost Murmur, foi desenvolvido pela divisão Skunk Works, da Lockheed Martin. Segundo a reportagem, o local onde o militar foi encontrado foi considerado ideal para o primeiro uso da tecnologia.

O equipamento já teria sido testado com sucesso em helicópteros Black Hawk e pode, no futuro, ser aplicado em caças F-35, acrescentou o jornal.

Na última semana, a imprensa norte-americana informou que o país iniciou uma operação de busca e resgate em grande escala após a queda de um caça-bombardeiro supersônico F-15E Strike Eagle no Irã. Um dos tripulantes foi localizado rapidamente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou posteriormente que o segundo militar também havia sido resgatado em segurança. Segundo ele, dezenas de aeronaves participaram da operação.

Caças abatidos pelo Irã

O Irã abateu na última sexta-feira (3) pelo menos três caças norte-americanos, em meio à continuidade do conflito na região. De acordo com relatos, horas antes do incidente, diversos caças sobrevoaram cidades iranianas, incluindo Teerã, quando foram alvo de intenso fogo da defesa aérea.

O ex-analista da CIA Larry Johnson chegou a afirmar à Sputnik que a perda de equipamentos militares caros dos Estados Unidos em operações contra o Irã se deve à superestimação feita por Washington das suas capacidades antes do início da campanha.

"Não é que não estivéssemos prontos, era apenas uma avaliação muito otimista das capacidades [do Exército dos EUA]."

O interlocutor da agência ressaltou que, antes da operação, havia uma percepção de alta eficácia da defesa antimíssil dos Estados Unidos contra o Irã. Na prática, isso acabou por se mostrar falso, acrescentou.

"[As bases norte-americanas na região] já estão abertas a ataques iranianos. Mesmo quando os sistemas de defesa antiaérea estão funcionando, segundo foi informado, sua eficiência é de 20%, e 80% dos mísseis voam sem problemas", concluiu.