TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Casa Branca analisa proposta de paz do Paquistão, enquanto Trump acusa Irã de ilegalidades

Presidente dos EUA critica uso de civis pelo Irã e Casa Branca avalia pedido paquistanês para adiar negociações de paz com Teerã

Publicado em 07/04/2026 às 18:31
O presidente Donald Trump Foto AP/Alex Brandon, Pool

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira que considera "totalmente ilegal" a estratégia do Irã de convocar jovens para cercar usinas de energia, utilizando-os como escudos humanos. Em entrevista à NBC News, Trump afirmou: "Eles não têm permissão para fazer isso".

O governo iraniano incentivou a presença de jovens em instalações energéticas como forma de tentar evitar possíveis ataques dos EUA e de Israel, à medida que se aproxima o prazo final estabelecido por Trump para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Questionado sobre sua recente declaração nas redes sociais, de que "uma civilização inteira morrerá esta noite", Trump respondeu: "Você terá que descobrir isso".

Paralelamente, a Casa Branca informou estar ciente de um pedido do Paquistão para prorrogar em duas semanas o prazo final das negociações de paz com Teerã. "O presidente foi informado da proposta, e uma resposta será comunicada", afirmou a secretária de imprensa Karoline Leavitt, em comunicado enviado por e-mail.

Mais cedo, líderes internacionais criticaram as ameaças de Trump de atacar infraestruturas civis no Irã. "Isso é verdadeiramente inaceitável", afirmou o Papa Leão XIV, ressaltando que qualquer ataque a estruturas civis viola o direito internacional.

Em um de seus pronunciamentos mais contundentes contra o conflito, o Papa exortou americanos e cidadãos de boa vontade a pressionarem seus representantes políticos e membros do Congresso a rejeitarem a guerra e buscarem soluções pacíficas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou "profunda preocupação" com a possibilidade de consequências devastadoras para populações civis, conforme sugerido por Trump. Segundo Guterres, "nenhum objetivo militar justifica a destruição da infraestrutura de uma sociedade ou a imposição deliberada de sofrimento a civis". As declarações foram transmitidas pelo porta-voz Stephane Dujarric.

*Com informações da Associated Press

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