SEGURANÇA E SAÚDE

Operação combate comércio ilegal de canetas antiobesidade em 12 Estados

Polícia Federal e Anvisa miram produção clandestina e venda irregular de medicamentos para emagrecimento

Publicado em 07/04/2026 às 18:29
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A Polícia Federal, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou nesta terça-feira (7) a operação Heavy Pen, com o objetivo de combater a entrada irregular, produção clandestina, falsificação e comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados à perda de peso no Brasil.

A ação tem como foco produtos vendidos como semaglutida (princípio ativo de Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), substâncias utilizadas no tratamento do diabetes e da obesidade. A operação também investiga supostas doses de retatrutida, composto ainda em fase de testes e sem autorização para venda no país.

As investigações abrangem toda a cadeia ilegal, desde a importação fraudulenta até a distribuição e venda irregular dessas substâncias injetáveis.

No total, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização em 12 Estados: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Amapá e Santa Catarina.

Durante as diligências, agentes fiscalizaram farmácias de manipulação, clínicas de estética e empresas que produzem, fracionam ou comercializam medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

O material apreendido será utilizado para subsidiar as investigações em andamento. Os envolvidos poderão responder por falsificação e venda irregular de medicamentos, além de contrabando.

De acordo com a Polícia Federal, as apreensões de medicamentos para emagrecimento vêm aumentando significativamente. O número saltou de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025. Até março deste ano, já foram apreendidas 54.577 unidades.

Regras mais rígidas

Nesta segunda-feira (6), a Anvisa anunciou medidas para endurecer a regulação da importação e manipulação de canetas antiobesidade. Entre as novas exigências, está a obrigatoriedade de um certificado de boas práticas de fabricação, alinhado às diretrizes da agência, para que o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) das canetas possa entrar no país.

A Anvisa também pretende implementar novas regras para permitir a manipulação da tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro), como a exigência do CPF do paciente no momento do pedido de manipulação da substância.

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