China e Rússia vetam resolução da ONU para reabrir Estreito de Ormuz
Decisão ocorre após ameaça dos EUA ao Irã; abstenções de Paquistão e Colômbia marcam votação no Conselho de Segurança
Rússia e China vetaram, nesta terça-feira (7), uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que buscava reabrir o Estreito de Ormuz. O texto da proposta havia sido suavizado diversas vezes na tentativa de evitar o veto dos dois países.
A votação terminou com 11 votos favoráveis, 2 contrários (Rússia e China) e 2 abstenções, de Paquistão e Colômbia. O resultado foi anunciado poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar que "toda uma civilização morrerá esta noite" caso o Irã não reabra a via navegável estratégica e não feche um acordo até as 21h (horário de Brasília).
Os representantes russo e chinês justificaram o veto citando a ameaça de Trump contra o Irã. Segundo o embaixador russo Vassily Nebenzia, a resolução daria aos EUA e a Israel "carta branca para agressões contínuas" na região.
Após os vetos, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, conclamou a comunidade internacional a se unir a Washington para garantir a segurança do estreito. "Convocamos nações responsáveis a se juntarem a nós na segurança do Estreito de Ormuz, protegendo-o e garantindo que permaneça aberto ao comércio legal, bens humanitários e ao livre movimento de bens mundiais", afirmou Waltz.
O enviado iraniano à ONU reagiu, prometendo que Teerã adotará medidas "imediatas e proporcionais" caso as ameaças de Trump se concretizem.
Em paralelo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou que o governo está atento ao aumento dos preços dos combustíveis no país. Diante da incerteza sobre a duração do conflito no Irã, Carney afirmou que está "analisando" alternativas para auxiliar a população, segundo a Bloomberg. A declaração foi uma resposta a perguntas sobre o impacto dos preços próximos a 2 dólares canadenses por litro nos postos de combustível.
Com informações da Associated Press