MERCADO FINANCEIRO

Pershing Square, de Bill Ackman, propõe compra da Universal Music por US$ 60 bilhões

Oferta prevê pagamento em dinheiro e ações, com prêmio de 78% sobre o valor atual dos papéis da gravadora

Publicado em 07/04/2026 às 10:38
Bill Ackman

A gestora Pershing Square, liderada pelo investidor Bill Ackman, anunciou nesta terça-feira, 7, uma proposta não vinculante para adquirir a Universal Music Group (UMG) em uma transação que avalia a companhia em cerca de US$ 60 bilhões.

A oferta prevê uma combinação de pagamento em dinheiro e ações, equivalente a aproximadamente 30,40 euros por ação, representando um prêmio de 78% sobre o preço atual dos papéis.

De acordo com os termos apresentados, os acionistas da UMG receberiam 9,4 bilhões de euros em dinheiro (ou 5,05 euros por ação) e 0,77 ação da nova empresa, denominada New UMG, para cada papel atualmente detido.

A operação envolve a fusão da UMG com a Pershing Square SPARC Holdings, resultando em uma nova companhia que seria listada na Bolsa de Nova York.

Segundo a Pershing Square, a transação possibilitaria o cancelamento de 17% das ações em circulação, mantendo o balanço da empresa com grau de investimento. A expectativa é de que o negócio seja concluído até o final do ano.

Bill Ackman afirmou que "as ações da UMG têm ficado estagnadas devido a uma combinação de fatores que não estão relacionados ao desempenho do negócio de música" e que "todos eles podem ser resolvidos com esta transação".

Entre os desafios citados estão as incertezas sobre a fatia de 18% do grupo Bolloré, o adiamento da listagem nos Estados Unidos e a subutilização do balanço da companhia.

A proposta também inclui mudanças na governança corporativa e maior clareza na alocação de capital, além da adoção dos padrões contábeis norte-americanos (US GAAP), o que pode facilitar a inclusão da empresa em índices como o S&P 500.

A UMG, maior gravadora do mundo e detentora de mais de 30% do mercado global de música gravada, reúne artistas como Taylor Swift, Lady Gaga, Bad Bunny e Beatles. A companhia ainda não comentou oficialmente a proposta.

Para que a operação seja efetivada, será necessária a aprovação de dois terços dos acionistas, incluindo grandes investidores como Vivendi, Tencent e o próprio Bolloré.

Com informações da Dow Jones Newswires