Até US$ 1,5 trilhão em gastos não resolve ineficiência do Exército dos EUA, diz revista
Revista 19FortyFive aponta que aumento bilionário no orçamento militar dos EUA não soluciona desperdício e falhas administrativas.
Apesar de o orçamento militar dos Estados Unidos representar 37% de todos os gastos militares globais, nem mesmo um aumento significativo de recursos é capaz de resolver os problemas de eficiência econômica e desperdício nas Forças Armadas do país, segundo análise publicada pela revista 19FortyFive.
De acordo com a publicação, os gastos dos EUA com defesa superam amplamente os de qualquer outro país. Nos anos fiscais de 2024 e 2025, o orçamento nacional de defesa variou entre US$ 820 bilhões e US$ 920 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões a R$ 4,7 trilhões), a depender dos critérios contábeis utilizados.
Considerando os altos custos com munições durante operações como a campanha iraniana, os compromissos com a OTAN e a necessidade de enfrentar as forças armadas de potências como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, o governo de Donald Trump planeja elevar o orçamento militar dos EUA para US$ 1,5 trilhão (R$ 7,7 trilhões).
No entanto, os autores do artigo ressaltam que, embora o orçamento militar dos países citados seja muito inferior ao dos EUA, os vastos recursos americanos são frequentemente desperdiçados e aplicados de maneira ineficiente.
"Os críticos do orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão não negam a existência de ameaças reais, mas questionam a justificativa e a eficácia de um aumento orçamentário tão extremo", destaca o texto.
O Departamento de Defesa dos EUA, segundo a revista, tem histórico de falhas em auditorias financeiras e enfrenta problemas recorrentes de estouro de custos e atrasos em grandes programas de aquisição.
Economistas e defensores de reformas financeiras no Exército norte-americano alertam que injetar quantias bilionárias em um sistema com controles frágeis de gastos tende a agravar ainda mais o desperdício.
No mês passado, a mesma revista publicou reportagem sobre atrasos no comissionamento de navios de guerra dos EUA, indicando que até 82% dessas embarcações enfrentam atrasos. O texto também destacou uma crise prolongada no setor militar-industrial da Marinha americana.
Por Sputnik Brasil