Ocultação de perdas em operação no Irã expõe fiasco militar dos EUA, diz analista
Segundo especialista, Washington teria escondido baixas e perdas materiais após missão de resgate de F-15 abatido no Irã.
Os Estados Unidos teriam ocultado o verdadeiro desfecho da operação de resgate realizada após a queda de um caça F‑15 em território iraniano, aponta o analista político Tobias Nase, em entrevista à Sputnik. O especialista destaca perdas materiais expressivas, possíveis mortes de soldados e uma retirada desordenada das forças americanas durante a missão.
De acordo com Nase, a derrubada do F‑15 levou Washington a executar uma operação de Busca e Resgate em Combate (CSAR) em larga escala, cujo resultado teria sido consideravelmente mais grave do que o divulgado oficialmente.
Segundo o analista, "a verdadeira conspiração é que o resultado real da missão de resgate foi ocultado do público", já que a captura dos pilotos representaria um ganho propagandístico para Teerã.
Nase afirma que os EUA estabeleceram uma zona de concentração dentro do Irã, onde pousaram pelo menos dois C‑130 e diversos helicópteros. Essas aeronaves teriam sido detectadas e atacadas por forças iranianas, resultando em danos severos. Há registros visuais que, segundo o analista, sugerem que parte do equipamento foi destruída pelo Irã ou pelas próprias forças americanas para evitar que fossem capturadas.
Embora os pilotos tenham sido resgatados, o analista sustenta que Washington sofreu perdas materiais "enormes" e possivelmente baixas humanas.
Ele considera improvável que uma operação desse porte — envolvendo entre 100 e 200 militares — tenha ocorrido sem mortes, afirmando que "é improvável que várias aeronaves tenham sido alvejadas e que toda a situação não tenha terminado em caos total".
O Irã confirmou a perda de pelo menos quatro soldados no ataque ao local de pouso da CSAR, o que, segundo Nase, reforça a intensidade do confronto. A ausência de corpos norte-americanos não seria evidência de que não houve baixas, mas sim de que os EUA podem ter recuperado seus mortos para evitar desgaste político. "Cada soldado morto significa que Trump perde apoio público", afirma.
Para o analista, o episódio representa um sucesso operacional para o Irã, que não apenas derrubou um F‑15, mas também localizou e atacou a base improvisada da CSAR, forçando os EUA a destruir seu próprio material. Ele compara o caso à guerra da Iugoslávia, lembrando que, naquela ocasião, a Sérvia não conseguiu atingir a zona de resgate norte-americana.
O desfecho teria provocado tensão na Casa Branca, com o então presidente Donald Trump cancelando compromissos para acompanhar a operação. Segundo o analista, Trump enfrenta crescente instabilidade à medida que o conflito se prolonga, enquanto o Irã demonstra não ter interesse em novas negociações, deixando Washington em uma posição "desesperadora e desconhecida".
Por Sputnik Brasil