MERCADO FINANCEIRO

Dólar avança com alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

Moeda reage à possibilidade de prolongamento da guerra e à recusa do Irã em reabrir o Estreito de Ormuz

Publicado em 07/04/2026 às 09:49
Reprodução

Após iniciar o dia com leve tendência de queda, o dólar passou a subir no mercado à vista, impulsionado pela valorização do petróleo e pelo clima de cautela global. O movimento reflete preocupações com a oferta da commodity, diante dos sinais de que o Irã pode desconsiderar o ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz até a noite desta terça-feira, 7.

Prolongamento do conflito

A perspectiva de uma guerra mais longa no Oriente Médio também sustenta a alta dos juros futuros, enquanto os rendimentos dos Treasuries apresentam comportamento misto.

Mais cedo, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que "uma civilização inteira morrerá esta noite", referindo-se ao Irã. Segundo Trump, esta terça-feira pode ser um dos momentos mais importantes da história mundial.

Irã rejeita cessar-fogo

Teerã recusou uma proposta de cessar-fogo temporário e não indica que irá reabrir o Estreito de Ormuz no prazo estabelecido pelos EUA, informou uma fonte iraniana à Reuters. O governo iraniano condiciona negociações de paz ao fim dos ataques por EUA e Israel, exigindo garantias e compensações, além de manter o controle do estreito mediante cobrança de taxas.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã elevou o tom das ameaças, alertando para possíveis ataques a infraestruturas energéticas, o que poderia impactar a oferta global de petróleo e gás por anos. O grupo também sinalizou que a resposta iraniana pode ultrapassar os limites regionais caso os EUA ultrapassem as "linhas vermelhas".

Reação no Brasil

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Esther Dweck (Gestão), Bruno Moretti (MPO) e Dario Durigan (Fazenda) para discutir o endividamento das famílias e buscar soluções para o problema. A reunião ocorre após o anúncio, na segunda-feira, de novas medidas para subsidiar os preços do diesel, gás de cozinha (GLP), querosene de aviação e biodiesel, visando mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio.