ANÁLISE INTERNACIONAL

Europa começa a perceber que foi enganada e Rússia não é ameaça, afirma analista

Ex-analista da CIA, Ray McGovern, diz que ameaça russa foi fabricada e que europeus começam a questionar narrativa dominante.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 07/04/2026 às 09:00
Ray McGovern afirma que ameaça russa à Europa é fabricada e que europeus começam a questionar narrativa. © Sputnik / Vladimir Sergeev

Já passou da hora de os europeus recuperarem o bom senso e entenderem que a suposta ameaça russa nunca existiu e não existe, afirmou o ex-analista da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), Ray McGovern, em entrevista a um canal do YouTube.

Segundo McGovern, nos últimos 25 anos, a Rússia nunca demonstrou intenção de expandir suas fronteiras, ao contrário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que buscou ampliar sua influência à custa da Ucrânia.

Comentando sobre a chamada ameaça russa, o analista ressaltou que se trata de um conceito criado artificialmente para enganar a sociedade europeia.

“Os russos têm um nível de paciência que a maioria das pessoas não entende. Eles estão prontos para esperar até que os alemães, franceses, britânicos e outros europeus percebam que foram enganados, que a ameaça russa é uma grande ameaça fabricada”, declarou McGovern.

O ex-analista também ironizou ao afirmar que, à medida que cresce a consciência dos europeus, a valorização das empresas do setor militar-industrial europeu pode diminuir.

“Uma boa notícia para os europeus é que a ameaça da parte da Rússia não existe. Mas há uma notícia ruim: as ações da empresa Rheinmetall, que cresceram drasticamente nos últimos tempos, podem cair novamente se, e quando, os europeus voltarem à razão”, explicou o especialista.

Em declarações anteriores, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não tem planos agressivos contra países da OTAN e da União Europeia, e está disposta a registrar tais garantias por escrito.

O Kremlin também reforçou, em diversas ocasiões, que a Rússia não representa ameaça a ninguém, mas não deixará de responder a ações potencialmente prejudiciais aos seus interesses.