TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Ataque dos EUA ao Irã pode desencadear grande depressão global, alerta Tucker Carlson

Jornalista norte-americano afirma que ofensiva pode provocar crise humanitária e econômica devido ao fechamento do estreito de Ormuz.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 07/04/2026 às 07:01
Ataques dos EUA ao Irã elevam tensão global e ameaçam o abastecimento mundial pelo estreito de Ormuz. © AP Photo / Seth Wenig

A operação dos Estados Unidos contra o Irã ameaça desencadear uma grande depressão mundial e fome, caso o estreito de Ormuz seja fechado, afirmou o jornalista norte-americano Tucker Carlson em seu programa.

Durante a transmissão, Carlson classificou os bombardeios deliberados à infraestrutura civil iraniana pelos EUA como inaceitáveis ​​e ressaltou que tais ações configuram crime de guerra. Ele também destacou que os próprios Estados Unidos não conseguiram avanços significativos no conflito.

"Estamos planejando mergulhar o mundo em uma grande depressão e na fome. Não é pânico ou histeria, é matemática. 30% dos fertilizantes do mundo, 20% da energia. Sim, é uma grande depressão", disse Carlson.

O jornalista explicou que as dificuldades para atravessar o estreito de Ormuz impactariam o fornecimento global de fertilizantes, afetando não apenas a África, mas também os próprios Estados Unidos, que sofreriam com a deficiência desses insumos.

"E o nosso presidente, nem se passou um mês e meio desde o início do conflito, que, a propósito, não estamos vencendo porque o estreito de Ormuz não está aberto [...] ele diz que vamos usar as nossas Forças Armadas para matar civis deste país que não escolheram isso e não têm nada a ver com isso", acrescentou Carlson.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo a capital Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã, por sua vez, lançou ataques retaliatórios tanto contra o território israelense quanto contra bases militares dos EUA no Oriente Médio.

Washington e Tel Aviv justificaram o início da operação militar como um ataque preventivo, alegando ameaças do programa nuclear iraniano. No entanto, actualmente, ambos os países admitem o desejo de promover uma mudança de regime no Irão.