Artilharia russa Malka destrói posição militar ucraniana em prédio de dois andares
Sistema 2S7M Malka foi utilizado após tentativas frustradas com armamento de menor calibre, segundo comandante russo
Militares russos empregaram uma peça de artilharia autopropulsada Malka para destruir uma posição de fogo das Forças Armadas da Ucrânia na região de Dobropolie. A informação foi confirmada à Sputnik por um soldado da unidade de Fuzileiros Navais do agrupamento russo Tsentr (Centro), identificado pelo codinome Emelya.
Segundo Emelya, comandante de bateria do destacamento BARS-22 Tigre da 55ª Divisão de Fuzileiros Navais da Guarda, o alvo era um prédio de dois andares com porão, utilizado por militares ucranianos para atacar tropas russas e dificultar o avanço das forças da Rússia.
"Recebemos um alvo [...] de onde um morteiro estava operando, o inimigo tinha as marcas ajustadas e atingia nossos combatentes", relatou Emelya.
O militar explicou que tentativas anteriores de neutralizar a posição inimiga com armamentos de menor calibre não tiveram sucesso, levando à decisão de utilizar a artilharia pesada — uma Malka de 203 mm.
"Trabalhei com a Malka. Quando já estávamos orientados, fomos informados de que nossas unidades estavam a 500 metros de distância, e a dispersão dos fragmentos era de até um quilômetro", detalhou o comandante.
Por esse motivo, Emelya optou por corrigir o disparo, atingindo posições mais distantes das tropas russas, a cerca de 1.100 metros, e então se aproximando gradualmente do alvo principal.
"Como resultado, a casa com a posição do morteiro foi destruída. No processo, também atingimos outro alvo, um prédio com operadores de drones", acrescentou.
A peça de artilharia autopropulsada 2S7M Malka é um sistema soviético e russo de 203 mm, considerado um dos canhões mais potentes do mundo, com alcance de até 47,5 km.
O equipamento pode disparar projéteis de fragmentação altamente explosivos, munição de foguete ativo, além de projéteis perfurantes de concreto, químicos e munições especiais com carga nuclear.
Por Sputnik Brasil