Alckmin prevê fim da guerra em 60 dias e admite prorrogação de subsídio ao diesel
Vice-presidente afirma que medida é transitória e pode ser estendida caso o conflito internacional persista
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (28) que espera o término da guerra envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos em até 60 dias. Ele também declarou que, caso necessário, o governo brasileiro pode prorrogar o subsídio federal ao diesel para minimizar os impactos no mercado nacional.
"O governo fez um apelo para os Estados, não para tirar o imposto, mas para haver uma subvenção: o Estado entraria com R$ 0,60 e o governo federal com mais R$ 0,60, totalizando R$ 1,20. Tudo isso é transitório, por 60 dias. Esperamos que essa questão da guerra, que é uma tragédia, se resolva nesse prazo. Se precisar, pode prorrogar, mas é transitório", declarou Alckmin durante visita a uma concessionária da Fiat em Brasília, onde acompanhou o andamento do programa Carro Sustentável.
Alckmin ressaltou que o governo federal está em diálogo com os Estados, mas não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado. "O governo não vai obrigar ninguém. O governo fez a sua parte, e há um bom entendimento com os Estados", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de novos subsídios para conter a alta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais, Alckmin negou relação entre a medida e o cenário eleitoral. "O subsídio não tem a ver com eleição. A questão do petróleo é com a guerra. Não temos o poder de acabar com a guerra, e ela tem consequências no mundo inteiro. O barril do petróleo subiu de US$ 60 para US$ 100", explicou.
Carro Sustentável
Durante a visita à concessionária, Alckmin destacou o aumento de 25% nas vendas de carros sustentáveis. "O carro sustentável está vendendo 25% a mais; nesta concessionária de Brasília, Bali, o crescimento foi de 30%. Sucesso total o Carro Sustentável", afirmou.
O programa, parte do Mover (Mobilidade Verde e Inovação), zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos mais leves e econômicos, fabricados no Brasil, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular. Com a medida, o governo estima que a redução no preço dos carros de entrada chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil.
Crédito
O vice-presidente também mencionou novas medidas de crédito para setores estratégicos, totalizando R$ 15 bilhões para a indústria exportadora. "Boa notícia é o crédito: R$ 15 bilhões para capital de giro, investimento e empresas exportadoras, que estão naquela seção 232 dos Estados Unidos. Então, aço, cobre, alumínio, automotivo, autopeças, além de empresas estratégicas dos setores de saúde, farmacêutico e empresas menores", detalhou.
"E ontem foram aprovados mais R$ 10 bilhões com juros de 6,5%. Dos R$ 10 bilhões, R$ 7 bilhões vão para bens de capital, troca de máquinas, equipamentos e modernização do parque industrial, e R$ 3 bilhões para máquinas verdes", completou.