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Bruno Guimarães reflete sobre pênalti perdido e tira lições da experiência

Jogador da seleção fala sobre a eliminação na Copa do Mundo e a pressão que sentiu após a cobrança.

Por Estadao Conteudo Publicado em 23/09/2026 às 09:05
Bruno Guimarães Reprodução / Instagram

Um dos remanescentes da seleção brasileira, que foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo deste ano para a Noruega, o meio-campista Bruno Guimarães concedeu entrevista coletiva na madrugada desta quarta-feira, em Brisbane, na Austrália. Marcado pelo pênalti perdido no jogo decisivo, ele não fugiu do assunto ao ser questionado.

"É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. É uma ferida, uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros", afirmou o jogador do Arsenal.

O lance fatídico ocorreu ainda no primeiro tempo, com o jogo empatado em 0 a 0, quando Matheus Cunha foi derrubado na área. Na cobrança, o jogador brasileiro escolheu o canto direito e o goleiro Nyland fez a defesa.

No histórico do confronto, o centroavante Haaland destacou-se ao marcar duas vezes no 2 a 1 para os noruegueses. Neymar descontou nos acréscimos (em cobrança de penalidade), mas o time do técnico Carlo Ancelotti não conseguiu igualar o placar.

Apesar da dor, Bruno Guimarães garantiu que o momento de adversidade serviu como um aprendizado em sua carreira. "Normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não dá certo. Que eu possa aprender e seguir a minha luta diária", comentou.

Apesar do desfecho infeliz, Guimarães disse não ter ficado traumatizado. "Se for delegado a mim, não vou me esconder. Vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer. Essa camisa (da seleção brasileira) representa tudo para mim".

Na coletiva, ele lamentou as críticas direcionadas a Vini Jr por não ter solicitado para bater a penalidade e esclareceu como foi determinada a ordem para a cobrança. "Fiquei triste pela cobrança em cima do Vini, mas o pênalti foi delegado a mim. É a resposta que posso te dar".

Ele também comentou sobre o início do ciclo pós-Copa do Mundo e a renovação que o treinador Carlo Ancelotti pretende implantar. "Importante é passar confiança aos mais jovens que estão chegando. Minha primeira convocação foi em 2020 e, desde lá, muita coisa aconteceu. Obviamente não dá para mudar tudo da noite para o dia, mas é importante que o professor tenha um grande leque de opções", disse.

Gabriel Bontempo também teve sua vez na coletiva. O meio-campista, um dos estreantes na seleção, disse estar realizando um sonho e que recebeu conselhos de Neymar durante sua primeira experiência com a equipe nacional. "Neymar é um grande ídolo e realizei um sonho de jogar ao lado dele. É um cara fora da curva não só comigo, mas com todos os jovens que sobem no Santos. É um cara extraclasse e que também tem experiência, viveu muito isso".

Bontempo revelou um imprevisto que deixou sua convocação ainda mais tensa. "Estava assistindo à convocação e a TV deu pane justamente quando ele (Ancelotti) estava falando dos meio-campistas. A TV travou e falei 'justo na minha vez'." O Brasil continua se preparando para os jogos da Data Fifa, onde fará três amistosos. Nesta sexta-feira, a equipe enfrenta a Austrália, às 7h (horário de Brasília), em Townsville. Os times voltarão a se encontrar no dia 29. Já no dia 3 de outubro, a seleção enfrentará a Índia, em Calcutá.