AUTOMOBILISMO

FIA economiza quase R$ 80 milhões por temporada com voluntários na Fórmula 1, aponta estudo

Levantamento inédito revela papel crucial dos voluntários e economia significativa para a entidade máxima do automobilismo

Publicado em 10/04/2026 às 19:40
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) revelou, nesta sexta-feira (10), que economiza cerca de R$ 78 milhões (13,2 milhões de euros) por temporada ao contar com voluntários nas operações da Fórmula 1, em vez de empregar profissionais remunerados. O dado faz parte de um estudo inédito divulgado pela entidade.

Segundo a FIA, os voluntários não recebem salários e se inscrevem espontaneamente para atuar nas corridas. Ainda assim, as confederações filiadas à entidade investem R$ 65,3 milhões (11,1 milhões de euros) anualmente em treinamento para aproximadamente 20 mil voluntários — um aumento de 20% em relação a 2024. Ao todo, cerca de 838 pessoas trabalham, em média, por fim de semana de corrida.

"É simples, sem voluntários não teríamos corridas. Sem a dedicação, profissionalismo e paixão deles, o esporte que amamos não existiria, e em primeiro lugar eu estendo meu obrigado a toda a comunidade de voluntários", destacou Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA.

O levantamento mostra ainda que cada voluntário dedica, em média, 48 horas de trabalho por etapa da Fórmula 1. Na temporada passada, foram registradas 965.376 horas de trabalho voluntário. Para cada piloto do grid, são necessárias 42 pessoas atuando nos bastidores.

Dados da universidade da FIA apontam que dois terços dos voluntários exercem a função há pelo menos cinco anos, demonstrando grande experiência e comprometimento.

"A Fórmula 1 depende de voluntários: são a espinha dorsal do nosso esporte. Sem eles, simplesmente não poderíamos correr. Eles garantem que nossas competições sejam seguras e justas. Atuam com profissionalismo e orgulho, e dão suporte a pilotos, equipes e fãs", reforçou o presidente da FIA.

O relatório, que considerou um calendário regular de 24 corridas — diferente deste ano, que terá 22 etapas devido à suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em razão dos conflitos no Oriente Médio —, também revelou que 65% dos voluntários utilizam férias ou folgas não remuneradas em seus empregos para atuar nas provas.

"A FIA valoriza profundamente essa contribuição, e este relatório histórico não apenas oferece informações essenciais sobre o papel deles, como também reconhece nosso investimento significativo e ajuda a FIA a continuar oferecendo suporte da forma mais eficaz possível. Junto com nossos membros e voluntários ao redor do mundo, estamos impulsionando a Fórmula 1", concluiu Ben Sulayem.

No momento, a Fórmula 1 está em pausa devido à suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em função das tensões e do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A categoria retorna em 3 de maio, com o GP de Miami.