Diniz defende saída de bola de Hugo e cita Fábio: 'Não jogava absolutamente nada com os pés'
Novo técnico do Corinthians minimiza críticas ao goleiro Hugo Souza e destaca potencial de evolução; treinador também fala sobre Garro e Bidon.
A saída de bola com passes arriscados tornou-se uma das marcas de Fernando Diniz, novo técnico do Corinthians, embora ele discorde que essa seja sua principal característica de trabalho. Ainda assim, o início da construção ofensiva é parte importante dos conceitos defendidos por Diniz, o que levou o nome do goleiro Hugo Souza, frequentemente criticado pelo desempenho com os pés, a gerar preocupação entre torcedores.
No entanto, Diniz vê a situação de forma diferente e defende as qualidades de Hugo. Durante sua apresentação nesta terça-feira, o treinador argumentou que as falhas do goleiro são superdimensionadas e citou Fábio, com quem trabalhou no Fluminense, como exemplo de evolução na posição.
"Eu trabalhei com o Fábio, do Fluminense, que não jogava absolutamente nada com os pés e evoluiu muito. O Hugo tem o pé melhor do que as pessoas acham. O goleiro jogar com os pés é mais opção. A gente tem de treinar para dar opções e deixar o goleiro confiante para tomar a melhor decisão. Diferentemente do que as pessoas acham, meus times jogam com chutão para frente. Acho que o Hugo vai melhorar as condições dele com os pés. É melhor do que as pessoas acham", avaliou.
O treinador também abordou outros nomes do elenco. Recuperar Rodrigo Garro, que teve queda de desempenho nos últimos meses, é uma das missões que Diniz considera possível no CT Joaquim Grava.
"Foi um dos destaques do primeiro treino, estava muito solto, terei o maior prazer em ajudá-lo", afirmou o comandante alvinegro. Diniz também acredita ser possível fazer o argentino atuar em alto nível ao lado de Breno Bidon, algo que vinha sendo um dilema para Dorival.
"Bidon e Garro podem atuar juntos, não quer dizer que vão jogar juntos. Depende de como se adaptam. Da maneira que eu vou propor não é uma afirmação, mas é uma possibilidade. Se conseguirem, teremos um ganho técnico importante."
Bidon, um dos grandes ativos do clube, foi novamente citado pelo treinador ao comentar a importância de valorizar os jovens talentos, trabalho iniciado por seu antecessor. "Houve momento de grande euforia e agora de maior cobrança. Nesse momento, os jogadores vão se formando como grandes jogadores. Tanto o Bidon quanto o André", analisou, referindo-se também ao volante sensação desejado pelo Milan.
Diniz acredita que não encontrará dificuldades para implementar seu estilo de jogo no Corinthians e avalia que seu trabalho é frequentemente mal interpretado. "A principal característica dos times que eu dirijo é ter muita vontade. O resto, a parte tática... acham que a parte tática tem uma prevalência para mim que nunca vai ter. Não tem parte tática que compense a vontade. A gente tem de ter desejo e coragem, isso é o mais importante."