Mototaxistas cobram ponto fixo e condições dignas de trabalho na Rodoviária de Palmeira dos Índios
Categoria denuncia exposição ao sol e à chuva, reclama de sucessivas remoções e faz apelo à prefeita, à SMTT, aos vereadores e à população por uma solução urgente
Mototaxistas que atuam em Palmeira dos Índios voltaram a público nesta quinta-feira, 9, para denunciar as condições precárias em que estão trabalhando no entorno do Parque da Rodoviária e cobrar providências urgentes do poder público municipal. Em falas gravadas e divulgadas pela própria categoria, os trabalhadores relatam que estão sem ponto fixo, expostos ao sol e à chuva, depois de terem sido deslocados repetidas vezes e de perderem o espaço que utilizavam anteriormente.
Segundo os relatos, a situação já se arrasta há algum tempo e chegou ao limite. Um dos representantes afirma que os mototaxistas já foram “jogados” de um local para outro por pelo menos quatro vezes e hoje se veem obrigados a trabalhar sem qualquer estrutura mínima de proteção. O desabafo é marcado por um forte sentimento de abandono. “Nós estamos sendo tratados como se fôssemos bandidos”, diz um dos oradores, ao reclamar da forma como a categoria vem sendo tratada, apesar de reunir trabalhadores que apenas buscam garantir o sustento diário.
O grupo faz um apelo direto ao superintendente responsável, pedindo que a situação seja resolvida, e também cobra posicionamento dos 15 vereadores do município. Nas falas, há críticas à ausência de apoio do Legislativo, com a observação de que os parlamentares se deslocam para outras cidades em busca de soluções para diversos assuntos, mas, segundo os mototaxistas, não estariam olhando com a mesma atenção para um problema concreto da própria população de Palmeira dos Índios.
A cobrança também foi dirigida à prefeita do município. Em uma das manifestações, a gestora é conclamada a “cumprir seu papel” e governar para todos, indistintamente, tenham ou não votado nela. O representante da categoria lembra ainda que os mototaxistas também são contribuintes e eleitores, ressaltando que pagam impostos e, por isso, exigem respeito e uma resposta da administração municipal. O tom político do apelo se intensifica quando um dos líderes menciona que este é um ano eleitoral e diz que a categoria saberá orientar seu voto diante da forma como for tratada pelo poder público.
Outro ponto levantado nas falas é a origem do problema. De acordo com os trabalhadores, o ponto anterior foi retirado pelo DNIT, deixando a categoria sem abrigo e sem referência para a prestação do serviço. A consequência, segundo eles, não afeta apenas os mototaxistas, mas também a população que depende do transporte em local fixo, sobretudo pessoas que chegam ou saem da rodoviária e precisam contar com o serviço de forma organizada e acessível.
Além do Executivo e do Legislativo, os mototaxistas pedem apoio ao secretário Júlio César, ao superintendente Dindo, da SMTT, e à própria população, na esperança de que a reivindicação sensibilize as autoridades e resulte numa solução definitiva. O que a categoria pede, em resumo, não é privilégio, mas o básico: um ponto fixo, cobertura adequada e condições dignas para exercer uma atividade essencial no dia a dia da cidade.