CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA

Acordo entre TJAL, CNJ e Procuradoria de Maceió busca reduzir judicialização e otimizar cobranças fiscais

Por Redação com TJAL Publicado em 01/10/2026 às 14:45
Termo de cooperação técnica foi assinado nesta quinta (1º), na Presidência do TJAL. Caio Loureiro

Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) e da Procuradoria-Geral de Maceió firmaram, nesta quinta (1º), acordo de cooperação técnica para a racionalização dos processos de execução fiscal, que tramitam na 15ª Vara Cível da Capital - Fazenda Municipal.

A iniciativa está relacionada às Resoluções CNJ nº 547/2024 e nº 689/2026, que estabelecem medidas para o tratamento das execuções fiscais pendentes, além de preverem a automação de rotinas processuais, a intimação de entes exequentes em processos antigos ou suspensos e o tratamento da prescrição intercorrente.

Segundo o presidente do TJAL, Fábio Bittencourt, a cooperação busca reduzir a judicialização sem comprometer a arrecadação municipal.

“A assinatura deste termo de cooperação vem ao encontro do que pretende o Judiciário, que é diminuir a judicialização sem causar gravames à arrecadação do município. Utilizaremos mecanismos que não precisem que as Certidões de Dívida Ativa sejam judicializadas, mas que, mesmo assim, continue havendo a arrecadação por meio do protesto dos títulos”, explicou.

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ e secretário de Estratégias e Projetos, Paulo Farias, destacou que a iniciativa integra a política de racionalização do ajuizamento das execuções fiscais do CNJ.

“Viemos fazer um ato de aprimoramento da nossa política de racionalização do ajuizamento das execuções fiscais. O TJAL vem desenvolvendo um grande trabalho, vem tendo uma demanda alta nesse sentido, principalmente das municipais, e hoje celebramos esse convênio que contribuirá tanto com o Judiciário nacional como com o TJAL”, afirmou o juiz.

O procurador-chefe da Fazenda Municipal de Maceió, Guilherme Lanzillotti, ressaltou a importância da parceria para ampliar a recuperação de créditos fiscais sem sobrecarregar o Judiciário.

“É importante haver esse diálogo, e hoje assinamos este acordo para racionalizar a judicialização das execuções fiscais com vista a aumentar a recuperação do crédito fiscal, mas de uma forma que não congestione o Poder Judiciário”, explicou.