Mais de 4 denúncias por dia: Promotoria da capital bate marca de 412 ações contra o tráfico no 1º trimestre de 2026
O enfrentamento ao tráfico de drogas e o enfrentamento às facções, uma das principais engrenagens da criminalidade urbana e vetor de violência que impacta diretamente a segurança pública, tem sido uma das prioridades da 65ª Promotoria de Justiça da capital (PJ). Com atuação estratégica e integrada, a unidade do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) apresentou resultados expressivos no primeiro trimestre de 2026, refletindo uma atuação técnica e comprometida com a responsabilização penal e a proteção da sociedade. Entre janeiro e março deste ano, a Promotoria ofereceu 412 denúncias, número que evidencia a intensidade da atuação ministerial, especialmente em casos relacionados ao tráfico ilícito de entorpecentes, que concentram a maior parte das demandas criminais da unidade.
A 65ª Promotoria de Justiça da capital também se destacou pela regularidade e volume. A Promotoria participou, em média, de 18 audiências semanais, incluindo audiências de instrução e de custódia, garantindo não apenas a continuidade dos processos, mas também a fiscalização da legalidade das prisões e o respeito aos direitos fundamentais.
Outros números
No âmbito recursal, foram interpostos 15 recursos junto ao Tribunal de Justiça, reforçando a atuação do Ministério Público também na segunda instância, com o objetivo de assegurar a correta aplicação da lei penal. No mesmo período, 99 processos oriundos da 15ª Vara foram analisados e devolvidos, demonstrando celeridade na tramitação dos feitos.
Outro dado relevante diz respeito às 153 promoções de arquivamento de inquéritos policiais, resultado de uma análise criteriosa dos elementos de prova, o que contribui para evitar o ajuizamento de ações sem justa causa e qualificar a atuação do sistema de justiça criminal.
Os resultados alcançados são fruto de uma gestão interna baseada em planejamento e monitoramento contínuo. A 65ª Promotoria realiza reuniões trimestrais de avaliação de desempenho, promovendo a integração entre membro, analistas e estagiários, com foco na organização do fluxo processual e na melhoria da produtividade.
Esse modelo de atuação tem refletido diretamente na redução do acervo processual. Ao longo do último ano, a unidade conseguiu reduzir significativamente o número de processos em tramitação, saindo de cerca de 1.200 processos para aproximadamente 700 atualmente, numa prova que demonstra maior eficiência na condução dos feitos e na entrega de respostas mais rápidas à sociedade.
Para a promotora de Justiça Martha Bueno, titular da 65ª PJ e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os números não representam apenas volume de trabalho, mas impacto direto na vida da população. “O tráfico de drogas não é um crime isolado. Ele alimenta cadeias de violência, desestrutura famílias e compromete a sensação de segurança da sociedade. Cada denúncia oferecida, cada audiência realizada e cada recurso interposto representam um passo no enfrentamento dessa realidade e na busca por justiça”, destacou ela, que contou com equipe formada pelo analista jurídico Rodrigo Kummer e pela estagiária Letícia Santos Morais.
“Mais do que produtividade, a atuação evidencia um compromisso institucional com resultados concretos. Ao atacar de forma qualificada o tráfico de drogas, o Ministério Público de Alagoas contribui diretamente para a redução de crimes associados, como homicídios, roubos e a atuação de organizações criminosas”, acrescentou a promotora de Justiça.