Nova banda carioca de shoegaze cresce na cena alternativa
Quedalivre integra o selo AlterEgo, distribuído pela Nikita Music, e amplia alcance nacional com destaque em playlists editoriais e mídia especializada
Rio de Janeiro, maio de 2026 - A banda carioca quedalivre vem ampliando sua presença na cena alternativa brasileira após o lançamento do álbum de estreia “seres urbanos”, divulgado em 30 de março. Formado em 2024, o grupo independente mistura influências do shoegaze dos anos 90, metal alternativo dos anos 2000 e psicodelia brasileira, apostando em uma produção autoral e em uma estética inspirada no início dos anos 2000. Em um ano de trajetória, a banda soma cerca de 30 shows, lançamentos nas plataformas digitais, inserções em veículos especializados como Minuto Indie, no Brasil, e Música sem Capa, em Portugal, além de participações em eventos ligados à nova cena alternativa do Rio de Janeiro. Atualmente, a quedalivre integra o selo AlterEgo, distribuído pela Nikita Music, empresa que vem ampliando investimentos em selos e artistas da cena alternativa nacional.
Segundo Victor Basto, baterista e um dos fundadores da quedalivre, o álbum representa o encerramento do primeiro ciclo criativo da banda e consolida a identidade construída desde os primeiros shows. “O álbum ‘seres urbanos’ é um recorte de tudo o que foi produzido durante este primeiro ano de existência, vai de músicas presentes desde o primeiro show até composições mais recentes e maduras, representando uma extensão do EP ‘sobre hábitos’ e o fechamento deste ciclo. Com temas que conectam a psicologia e filosofia ao cotidiano urbano, buscamos elaborar como o indivíduo e o meio se afetam mutuamente e levar o ouvinte à introspecção”, afirma.
O avanço da banda acompanha um momento de crescimento do mercado musical brasileiro e da cena independente no país. Dados divulgados pela Pró-Música Brasil mostram que o mercado fonográfico nacional faturou R$ 3,95 bilhões em 2025, alta de 14,1% em relação ao ano anterior, consolidando o Brasil como o oitavo maior mercado de música gravada do mundo, segundo a IFPI. O streaming representa atualmente 87% da receita do setor. Já o relatório Loud & Clear, divulgado pelo Spotify em 2026, aponta que artistas brasileiros geraram cerca de R$ 2 bilhões na plataforma em 2025, crescimento de 24% em relação ao ano anterior, com destaque para o avanço de artistas e selos independentes nas plataformas digitais. Segundo a própria plataforma, o país vive um momento de fortalecimento da produção local e de ampliação da descoberta de novos artistas.
Nesse cenário, a quedalivre também passou a chamar atenção das plataformas de streaming. O clipe da faixa “acaso” foi escolhido entre os melhores lançamentos de abril pelo Minuto Indie, enquanto músicas do disco entraram em playlists editoriais do Spotify e do YouTube Music voltadas à música alternativa brasileira. Para Felippe Llerena, diretor executivo da Nikita Music, o crescimento de bandas independentes está diretamente ligado à consolidação de ecossistemas alternativos dentro do mercado nacional. “Existe uma nova geração de bandas independentes construindo audiência de forma consistente e orgânica, principalmente a partir das plataformas digitais e da conexão com cenas locais. A quedalivre representa esse movimento de artistas que conseguem unir identidade estética, consistência sonora e produção autoral dentro de um cenário cada vez mais aberto para novas sonoridades”, destaca.
Agora, a banda se prepara para ampliar sua circulação nacional com a entrada em festivais e o início da turnê de divulgação de “seres urbanos”, reforçando a consolidação de uma nova cena de rock alternativo e shoegaze no Rio de Janeiro, marcada pela produção independente, pela experimentação estética e pela aproximação entre diferentes vertentes do rock contemporâneo.