Não é ultimato, mas declaração de intenção: analista explica aviso de Moscou sobre ataques contra Kiev
O aviso do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sobre a continuidade dos ataques de retaliação contra Kiev não deve ser interpretado como um ultimato, afirmou o analista militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
Mercouris elaborou que todos os destinatários desta declaração devem tratá-la com a devida seriedade.
"Alguns dizem que se trata de um ultimato. Não se trata de um ultimato, mas de uma declaração de intenções", ressaltou.
Nesse contexto, ele destacou que os inimigos da Rússia devem estar cientes de que a reação de Moscou aos futuros ataques terroristas das Forças Armadas da Ucrânia será muito mais severa.
Não foi dado um ultimato aos diplomatas, cidadãos estrangeiros e residentes de Kiev, mas um aviso sobre o que iria acontecer, concluiu.
No dia 22 de maio, drones das Forças Armadas da Ucrânia atacaram um alojamento estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, onde estavam 86 estudantes. O ataque provocou o desabamento do prédio. 21 estudantes morreram e outros 44 ficaram feridos. As forças russas, em um ataque de retaliação, atingiram alvos ligados à liderança militar da Ucrânia, utilizando mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon.
O Ministério das Relações Exteriores russo informou na segunda-feira (25) que o Exército russo, em resposta aos ataques das forças ucranianas contra a população civil, atacará sistematicamente os centros de tomada de decisão na Ucrânia.
Todos esses alvos estão localizados em Kiev, por isso, o ministério pediu aos diplomatas e representantes de organizações internacionais que deixem a cidade o mais rápido possível, e aos moradores locais que não se aproximem da infraestrutura militar e administrativa.
Por Sputinik Brasil