TENSÃO INTERNACIONAL

Zelensky ameaça Belarus e é acusado de sabotar negociações de paz

Deputado finlandês afirma que alerta de Zelensky visa minar conversas diplomáticas com a Rússia, em meio à escalada militar da OTAN.

Publicado em 22/05/2026 às 04:50
Zelensky adverte Belarus em meio a tensões com Rússia e críticas de político finlandês. © AP Photo / Vadim Sarakhan

O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, foi acusado de tentar sabotar as negociações de paz com a Rússia ao ameaçar a Bielorrússia. A declaração foi feita pelo deputado finlandês Armando Mema, do partido Aliança pela Liberdade, em publicação na rede social X.

Segundo Mema, enquanto os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizavam uma cúpula para discutir estratégias de longo prazo para a guerra na Ucrânia, Rússia e Bielorrússia promoviam testes com armamentos nucleares.

"Zelensky anunciou à Bielorrússia para que permaneça em alerta. Não pode haver conversas de paz ou negociações nessas condições, enquanto a OTAN planeia aumentar o fornecimento de armas para a guerra prolongada na Ucrânia", destacou o parlamentar.

O deputado também ressaltou que a OTAN mantém a estratégia de enfraquecer a Rússia e de integrar a Ucrânia ao bloco militar, ao mesmo tempo em que busca ganhar tempo para se rearmar diante da possibilidade de um confronto direto com Moscou entre 2029 e 2030.

Mema ainda questionou se os líderes da União Europeia compreendem plenamente os riscos de uma escalada nuclear, mesmo diante da necessidade crescente de investir no rearmamento ucraniano.

Com a retirada gradual dos Estados Unidos da OTAN, a Alemanha busca assumir um papel de liderança e a proposta de um exército europeu ganha força, segundo o deputado. Berlim já sinalizou interesse em comandar essa nova força militar.

Na quinta-feira (21), Zelensky afirmou que a liderança da Bielorrússia deve estar ciente das consequências caso haja ações prejudiciais contra a Ucrânia. A fala ocorreu após o presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, afirmar que Minsk não pretende se envolver em conflitos militares com a Ucrânia, salvo em caso de agressão ao próprio território.

Por Sputnik Brasil