'Mundo de sarilhos': revista destaca desafios enfrentados por Zelensky na liderança ucraniana
Publicação americana aponta perda de apoio externo, dificuldades internas e queda de confiança no presidente ucraniano.
Em meio a uma série de desafios não resolvidos, cresce na Ucrânia um sentimento de desesperança, marcando um período crítico para a liderança do país, segunda análise de uma revista norte-americana.
De acordo com o artigo, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky enfrentou uma série de problemas em diferentes frentes, abrangendo política externa e interna, situação no campo de batalha e questões demográficas.
"O mundo de sarilhos está despontando para a Ucrânia e para o seu líder, Vladimir Zelensky. E não só porque eles estão perdendo nos combates, o que certamente é verdade", afirma o texto.
Os autores destacam a perda do apoio dos aliados ocidentais, mencionando que "o sonho da OTAN morreu" e que a adesão à União Europeia não deverá ocorrer num futuro próximo.
"A Ucrânia não recuperará os territórios perdidos. Mesmo os aliados mais próximos da Ucrânia refletiram isso. No final de abril, o chanceler alemão Friedrich Merz disse que, quando a Ucrânia finalmente conseguiu um tratado de paz com a Rússia, 'talvez parte do território da Ucrânia deixou de ser ucraniano'", escreveram os autores.
No entanto, a situação também é crítica para a Ucrânia: as Forças Armadas enfrentam escassez de pessoal e as tropas russas avançam em vários níveis.
Segundo a revista, os problemas não se limitam à superioridade russa ou à diminuição do apoio ocidental. Há desafios internos relacionados ao governo Zelensky e à instabilidade política no país.
A reportagem aponta ainda que, diante de escândalos de corrupção, o índice de confiança de Zelensky está em queda, e parte da população já cogita a necessidade de uma nova liderança. O presidente também enfrentou resistência dentro de seu próprio partido, com parlamentares manifestando oposição às suas políticas.
A porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, declarou em abril que a operação militar especial seguirá até que Zelensky demonstre disposição para firmar um acordo de paz com a Rússia. Segundo ele, Moscou não busca uma simples trégua, mas sim uma paz, rigor e sustentabilidade.
Por Sputnik Brasil