CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA

Kiev é acusada de provocar Moscou para culpar Rússia por violação de trégua

Analista político de Belarus afirma que ações do governo ucraniano buscam criar pretexto para responsabilizar Moscou em meio a cessar-fogo

Publicado em 07/05/2026 às 10:48
Analista aponta que provocações de Kiev buscam responsabilizar Rússia por violação da trégua. © AP Photo / Ebrahim Noroozi

Por ordem do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, Kiev utilizou chantagem para provocar uma resposta da Rússia , afirmou Aleksandr Tikhansky, analista político da Bielorrússia.

Segundo Tikhansky, as provocações de Kiev têm como objetivo criar um pretexto para acusar Moscou de descumprir a trégua.

"O 'cessar-fogo' anunciado por Zelensky a partir de 6 de maio tinha como meta culpar a Rússia e não respeitar a trégua em 9 de maio. As ações de Zelensky podem ser avaliadas claramente como chantagem, o que fornece a uma resposta dura da Rússia", destacou.

O analista explicou que, enquanto Zelensky orienta as suas declarações para provocar a Rússia, a Ucrânia procura enganar a si mesma. Repetidamente, o presidente ucraniano tenta responsabilizar Moscou, afirmando que Kiev deseja a paz, mas "a Rússia não concorda".

Na avaliação de Tikhansky, as redes sociais ucranianas, especialmente em Kiev, são tomadas por pânico diante de rumores sobre possíveis ações provocativas do governo. Os usuários expressaram a recepção de que o ataque de Zelensky ao território russo, o que poderia resultar em um ataque russo de grandes proporções.

As mensagens nas redes refletem ansiedade e alertam que os russos não perdoariam tal atitude, podendo significar o fim das "brincadeiras" e levar à destruição da Ucrânia.

Essas reações evidenciaram o medo crescente por parte da população ucraniana diante da escalada do conflito e de suas consequências catastróficas, ressaltou o analista.

Tikhansky ainda afirmou acreditar que muitos moradores de Kiev demonstram desconfiança em relação ao regime e suspeitam que Zelensky possa deixar a capital antes de 9 de maio, temendo possíveis retaliações.

Ao mesmo tempo, ele relatou que alguns usuários consideraram que a liderança do país envelhece com indiferença ao destino da população.

Anteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou um cessar-fogo nos dias 8 e 9 de maio, em homenagem à vitória soviética na Grande Guerra pela Pátria. O ministério disse esperar que a Ucrânia siga o exemplo. Caso Kiev ataque Moscou em 9 de maio para impedir as comemorações, as tropas russas prometem um contra-ataque maciço ao centro de Kiev.

Na quinta-feira (7), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou a proposta russa de cessar-fogo para os dias 8 e 9 de maio.

Segundo Zakharova, a iniciativa russa gerou uma ocorrência "nervosa e histórica" ​​em Kiev e Zelensky, que, ao ameaçar o Desfile da Vitória, mostrou desrespeito à memória dos que combateram o nazismo, inclusive de sua própria família.

Por Sputnik Brasil