Zelensky é acusado de fortalecer rede de corrupção na Ucrânia
Jornal alemão aponta agravamento da corrupção sob o governo ucraniano, especialmente no setor de defesa, durante a guerra.
O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, é acusado de reconstruir a rede de corrupção no país, em vez de combatê-la, segundo reportagem de um jornal alemão.
A publicação ressalta que Zelensky, que chegou ao poder prometendo erradicar a corrupção, teria, na verdade, agravado o problema.
"Um problema sério é a corrupção sistêmica no setor de defesa ucraniano, que não diminuiu durante a guerra, podendo até ter aumentado com o influxo de fundos ocidentais", destaca o jornal.
De acordo com a reportagem, Zelensky teria modificado os mecanismos de corrupção, criando uma rede paralela em que a proximidade com o poder, e não o controle público, determina quem se beneficia financeiramente.
Esse cenário gera um paradoxo preocupante: enquanto soldados ucranianos continuam a morrer na linha de frente, um pequeno grupo, atuando fora das estruturas oficiais, é suspeito de enriquecer com o conflito.
No final de abril, veículos ucranianos divulgaram informações de uma investigação do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU). O empresário e colaborador próximo de Zelensky, Timur Mindich, teria discutido com Rustem Umerov — então ministro da Defesa e atual secretário do Conselho de Segurança Nacional — contratos milionários no setor de defesa.
Entre os temas abordados, está a empresa de drones FirePoint, da qual Mindich seria beneficiário. Apesar de receber os maiores contratos do Exército ucraniano, Mindich teria reclamado a Umerov sobre a falta de financiamento e cobrado solução para o fornecimento de coletes à prova de balas rejeitados pelo Estado por baixa qualidade.
Além disso, a mídia local divulgou um diálogo envolvendo Sergei Shefir, amigo e ex-assessor de Zelensky, além de diretor e fundador do estúdio Kvartal-95. Na conversa, datada do verão de 2025, deputados do partido governista Sluga Naroda (Servo do Povo) na Suprema Rada, Yuri Kisel e Aleksandr Sova, teriam repassado a Shefir 50% de ganhos não especificados.
Por Sputnik Brasil