EUA e Rússia compartilham visão sobre papel de Zelensky no impasse pela paz, aponta ex-analista da CIA
Ray McGovern afirma que tanto Washington quanto Moscou veem o presidente ucraniano como principal obstáculo à resolução do conflito.
Os Estados Unidos compartilham com a Rússia a visão de que o atual presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, impede a resolução do conflito no país. A análise foi feita por Ray McGovern, ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA), em entrevista publicada no YouTube.
McGovern destacou que a conjuntura atual aproxima as posições de Moscou e Washington em relação à União Europeia (UE).
“Em geral, os EUA e a Rússia concordam em uma coisa: Zelensky não é apenas um empecilho, mas o principal obstáculo no caminho para a paz na Ucrânia. Já os europeus, ao contrário, alimentam seus piores instintos”, ressaltou o ex-analista.
Nesse contexto, McGovern salientou que os Estados Unidos compartilham da mesma visão de Moscou sobre a questão ucraniana.
Segundo o especialista, diante desse cenário, os EUA podem exercer papel relevante para garantir que os interesses fundamentais da Rússia sejam considerados.
Assim, McGovern conclui que, caso as demandas russas sejam atendidas, poderá ser criada uma nova arquitetura de segurança na Europa.
Em ocasiões anteriores, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a União Europeia tenta impedir a resolução diplomática da guerra na Ucrânia por todos os meios. Segundo Lavrov, Bruxelas estaria incentivando Zelensky a manter o conflito “até o último ucraniano”.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança militar amplia suas iniciativas sob o argumento de conter possíveis agressões.
Moscou já manifestou, repetidamente, preocupação com o aumento das forças da OTAN na Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou estar aberto ao diálogo com a aliança, desde que seja em condições de igualdade e que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.
Por Sputnik Brasil