CARREIRA E INDEPENDÊNCIA

Gabriela Duarte detalha rompimento profissional com a mãe: 'Sempre soube que eu queria mais'

Atriz explica decisão de seguir caminhos distintos de Regina Duarte após anos de parcerias marcantes na TV e no teatro.

Publicado em 05/05/2026 às 15:28
Gabriela Duarte

Gabriela Duarte revelou, em entrevista ao podcast MenoTalks, apresentado por Silvia Ruiz e Mariliz Pereira Jorge, detalhes sobre sua decisão de romper a parceria criativa com a mãe, Regina Duarte. Juntas, elas protagonizaram momentos marcantes na televisão brasileira e nos palcos, notadamente após o sucesso da dupla mãe e filha em Por Amor (1997).

Segundo Gabriela, após a novela, surgiram diversos convites para que atuassem juntas. As duas interpretaram a mesma personagem em Chiquinha Gonzaga (1999) e ficaram três anos em cartaz com a peça Honra. “Não paravam de aparecer convites para projetos em que atuássemos como mãe e filha, vizinhas, tia e sobrinha, e outros papéis derivados”, contou.

“Eu sempre soube que queria mais (...) Chegou um momento em que percebi que estavam me chamando demais para trabalhar com minha mãe. Essa dupla colou muito, estávamos grudadas como profissionais, e eu não queria mais isso. Não gosto da ideia de sermos vistas como uma dupla inseparável, a ponto de as pessoas não conseguirem mais me enxergar sem estar ao lado dela”, declarou Gabriela.

A atriz explicou que o desejo de se separar criativamente também vinha do medo de ficar marcada e ter sua trajetória definida pela da mãe. Ela lembrou que Regina já tinha uma carreira consolidada quando ela ainda dava os primeiros passos. Apesar disso, Gabriela admitiu que comunicar a decisão não foi fácil.

“Tive essa conversa com ela, e ela não gostou”, relatou. Gabriela revelou ainda que a própria empresa em que trabalhava na época, a Globo, também não aprovou a decisão. “Comercialmente, para a empresa, era interessante. E eu entendo, mas quem dorme comigo? Quem toma banho comigo? Quem convive 24 horas comigo? Eu.”

Gabriela destacou que ouviu ameaças e enfrentou consequências pela escolha, considerada arriscada naquele momento. “As pessoas diziam: ‘Cuidado, sua carreira vai acabar. Você não tem medo?’ Para mim, era o contrário. Agora, eu ia descascar essa cebola até ver o que tinha dentro. Eu amarguei, não foi fácil. Estava acontecendo o que me disseram que aconteceria. Tive medo, mas não dava para voltar atrás”, concluiu.