CINEMA

'É Assim que Acaba': Blake Lively e Justin Baldoni chegam a acordo após disputa judicial

Atores encerram litígio envolvendo acusações de assédio e difamação nos bastidores do filme; termos permanecem confidenciais.

Publicado em 04/05/2026 às 19:23
Blake Lively e Justin Baldoni (Foto AP)

Blake Lively e Justin Baldoni chegaram a um acordo judicial após uma longa disputa envolvendo os bastidores do filme É Assim que Acaba (2024). O embate incluiu acusações de assédio sexual e campanhas difamatórias.

Em comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira, 4, e assinado por ambas as partes, a atriz e o ator/diretor informaram que alcançaram um consenso. No entanto, os termos do acordo permanecem sob sigilo.

Segundo a nota oficial dos advogados, o objetivo é promover ambientes de trabalho seguros, e espera-se que o encerramento da disputa permita que todos os envolvidos possam seguir em frente.

Confira a nota na íntegra:

"O produto final – o filme 'É Assim que Acaba' – é motivo de orgulho para todos nós que trabalhamos para trazê-lo à vida. Aumentar a conscientização e gerar impacto significativo na vida de sobreviventes de violência doméstica – e de todos os sobreviventes – é um objetivo que apoiamos. Reconhecemos que o processo trouxe desafios e que as preocupações levantadas pela Sra. Lively merecem ser ouvidas. Seguimos comprometidos com ambientes de trabalho livres de comportamentos impróprios ou improdutivos. É nosso sincero desejo que isso traga encerramento e permita a todos os envolvidos seguir em frente de forma construtiva e em paz, inclusive em ambientes virtuais respeitosos."

Entenda a disputa judicial

O conflito entre Baldoni e Lively teve início em dezembro de 2024, quando a atriz relatou ao jornal The New York Times que teria sido vítima de assédio sexual durante as gravações do longa. Lively afirmou ainda que Baldoni, produtores e publicitários do filme teriam promovido uma campanha de difamação online como retaliação por suas denúncias.

Baldoni negou todas as acusações e respondeu com um processo de 400 milhões de dólares contra Lively e seu marido, Ryan Reynolds, por difamação. A ação, contudo, foi rejeitada. O diretor também acusou Lively de tentar assumir o controle criativo do filme e de prejudicar sua reputação em Hollywood.

A disputa se estendeu por quase um ano e meio, envolvendo ainda nomes como Taylor Swift e a atriz Isabela Ferrer, além de intensas trocas de declarações na mídia. O julgamento estava previsto para ocorrer até junho deste ano, em Nova York, mas, com o acordo, ambas as partes evitam o confronto nos tribunais.