Processo de Stênio Garcia contra as filhas tramita em segredo de Justiça
Ação pela posse de apartamento em Ipanema envolve questões familiares e pedido de privacidade; ator lamenta exposição pública
O processo judicial movido pelo ator Stênio Garcia contra as filhas, referente à posse de um apartamento na zona sul do Rio de Janeiro, passa a tramitar em segredo de Justiça. A decisão foi divulgada pelo próprio ator em seu perfil no Instagram, por meio de uma nota assinada pelo advogado Luiz Mantovani.
Na nota, o advogado lamenta a repercussão do caso e ressalta que tanto Stênio quanto sua esposa, Mariana Saade, foram prejudicados com a exposição pública da disputa. "O processo, que tem como objetivo a disputa por um imóvel, não é uma ação contra suas filhas, como vem sendo divulgado. Trata-se de um ato de subsistência e autopreservação da dignidade de Stênio, que hoje tem 93 anos", destaca o comunicado.
O texto também critica a cobertura da imprensa, reforçando que o ator respeita os produtos de comunicação, mas pede que “o momento de dor de um idoso de 93 anos” seja vívido com privacidade familiar.
"Como artista, Stênio entende a preocupação dos fãs e a curiosidade do público. Contudo, algumas dores devem ser vivenciadas no ambiente reflexivo da privacidade, especialmente neste caso, em que a lei se mistura ao amor paternal de Stênio pelas filhas e ao desapontamento com as condutas apresentadas", afirma a nota.
Por fim, a equipe jurídica do ator reforçará que o caso seguirá seu curso na Justiça. “As medidas judiciais cabíveis já estão sendo tomadas, tanto na esfera cível quanto criminal, para restabelecer a verdade e garantir a paz merecida nesta fase da vida”, conclui o comunicado.
Relembre o caso
A ação, movida em outubro de 2025, envolve as filhas Cássia e Gaya Piovesan e trata da posse e controle de um apartamento em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
Em março deste ano, a equipe do ator confirmou ao Estadão a existência do processo. Stênio explicou que detém o direito de usufruto vitalício sobre o imóvel, mas afirma que as filhas ocupam o local de forma irregular e se recusam a devolver a posse.
No processo, Stênio também relata fragilidade financeira após o fim do contrato com a Globo, além de alegar falta de apoio das filhas para questões médicas e negligência no aspecto afetivo.