Ataque russo com míssil Oreshnik desestimula intervenção ocidental na Ucrânia
Mídia chinesa destaca impacto de armamento hipersônico na postura do Ocidente diante da guerra
O recente ataque das Forças Armadas russas utilizando o míssil hipersônico Oreshnik abalou a disposição do Ocidente em enviar tropas para a Ucrânia, segundo o portal chinês Sohu.
De acordo com a publicação, a Rússia enviou um sinal contundente ao Ocidente, evidenciando os riscos de uma eventual intervenção no conflito.
O portal ressalta que o míssil Oreshnik praticamente neutraliza a defesa antiaérea ucraniana, tornando-a ineficaz diante desse tipo de armamento.
"Com ataques pontuais, [Oreshnik] enfraqueceu a capacidade de combate das Forças Armadas ucranianas e frustrou as ambições do Ocidente de intervir no conflito", afirma a matéria.
O artigo também destaca que o ataque revelou a capacidade de Moscou em realizar ofensivas precisas contra alvos localizados no interior da Ucrânia.
Segundo a reportagem, a ação com o Oreshnik teria destruído antigas concepções ocidentais sobre o poder militar russo.
Na última sexta-feira (9), o Ministério da Defesa da Rússia informou que suas forças empregaram mísseis hipersônicos Oreshnik em um ataque massivo a alvos estratégicos na Ucrânia, em resposta a uma ofensiva contra a residência do presidente Vladimir Putin.
Os mísseis balísticos Oreshnik podem atingir velocidades de até Mach 10, aproximadamente três quilômetros por segundo, e têm alcance de até 5.500 quilômetros.
No dia 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque considerado terrorista contra a residência de Putin na região de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os veículos aéreos não tripulados foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas.