LUTO NA ARTE LATINO-AMERICANA

Morre aos 93 anos Beatriz González, uma das maiores artistas contemporâneas da América Latina

Pioneira e referência na arte colombiana, Beatriz González deixa legado marcado por crítica social e cores vibrantes.

Publicado em 10/01/2026 às 13:01
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Faleceu nesta sexta-feira, 9, a renomada pintora colombiana Beatriz González, reconhecida como uma das artistas mais influentes da arte contemporânea na América Latina e cofundadora do Museu de Arte Moderna de Medellín (MAMM). A causa da morte não foi divulgada.

Inspirando-se no contexto histórico e social da Colômbia, González consolidou-se como figura central das artes visuais no país. Sua obra, que mescla arte, poesia e crítica social, questiona a cultura popular e de massa. Utilizando suportes inusitados, como cortinas, cômodas e mesas de centro, suas criações destacam-se pelo uso de cores vibrantes e traços marcantes.

"Lamentamos profundamente o falecimento da mestra Beatriz González (1932-2026), uma das fundadoras do MAMM e figura central na construção da modernidade crítica na América Latina", comunicou o Museu de Arte Moderna de Medellín, em publicação no X (antigo Twitter).

De acordo com o MAMM, González integrou o grupo de intelectuais, artistas e empresários que, na década de 1970, impulsionou a criação do museu, defendendo a necessidade de um espaço inovador para a cidade colombiana.

"Sua trajetória tem sido uma bússola para a nossa instituição. Sua abordagem, definida por ela mesma como um 'Pop de província', desafiou as hierarquias da arte acadêmica ao integrar a estética popular", destacou a instituição.

A Pinacoteca de São Paulo também lamentou a perda. Em publicação no Instagram, o museu recordou a primeira exibição de González no Brasil, durante a 11ª Bienal de São Paulo, em 1971.

Após quatro décadas sem expor no país, González voltou ao Brasil com a mostra "Beatriz González: a imagem em trânsito", atualmente em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, reunindo mais de 100 trabalhos produzidos desde os anos 1960, distribuídos em sete salas do edifício Pina Luz.

"A Pinacoteca se solidariza com familiares, amigos e admiradores da artista, certa de que sua obra deixa um legado fundamental para a história da arte", manifestou o museu.