O que é 'Heated Rivalry', série que virou fenômeno inesperado nos EUA e agora chega ao Brasil?
Produção canadense sobre romance proibido no hóquei conquista público internacional e estreia na HBO Max em fevereiro.
Heated Rivalry, uma série canadense de baixo orçamento, surpreendeu ao se tornar um fenômeno nos Estados Unidos e, agora, tem estreia confirmada no Brasil. A produção, que retrata o romance proibido entre dois rivais do hóquei no gelo, chega à HBO Max em fevereiro, após conquistar as redes sociais no final de 2023.
Desde dezembro, a série tem agitado a internet e atraído a atenção da imprensa internacional. Originalmente lançada pela plataforma canadense Crave, Heated Rivalry foi adquirida pela HBO Max para distribuição nos EUA e rapidamente entrou para a lista das séries mais assistidas do serviço de streaming.
O anúncio da chegada da produção ao Brasil movimentou os fãs. O trailer já ultrapassa 238 mil visualizações e acumula mais de 2,4 mil comentários. Mesmo antes do lançamento nacional, um fã-clube brasileiro da série no Twitter já soma mais de 32 mil seguidores.
A série é baseada no livro "Rivalidade Ardente", de Rachel Reid, que também será lançado no Brasil em fevereiro pelo selo Alt, da Globo Livros. O romance é o segundo volume de uma série de seis livros ambientados no universo do hóquei.
A trama acompanha Shane Hollander, canadense, e Ilya Rozanov, russo, interpretados pelos novatos Hudson Williams e Connor Storrie. Ambos iniciam suas carreiras no mesmo ano, em times rivais, e desenvolvem uma rivalidade alimentada por fãs e pela mídia.
Nos bastidores, porém, nasce uma relação secreta que evolui de encontros sexuais para um romance, enquanto suas trajetórias profissionais avançam. Com seis episódios, a série destaca cenas de sexo, tensão e conflitos que se desenrolam ao longo de quase uma década.
Por que viralizou?
O sucesso repentino da série tem intrigado críticos internacionais. O conteúdo explícito e a química entre os protagonistas despertaram curiosidade, enquanto o marketing apostou em cortes impactantes para as redes sociais, que rapidamente viralizaram.
Para muitos, Heated Rivalry foi abraçada pela comunidade LGBT+ por apresentar uma narrativa pouco explorada por Hollywood. Em artigo para o New York Times, o historiador Jim Downs destacou que produções queer costumam ter um viés político, mas que a série se destaca pelo foco em relações íntimas e pessoais.
Outro ponto de discussão é o envolvimento do público feminino. Segundo o criador Jacob Tierney, em entrevista à Variety, "as mulheres adoram esses livros. São obras escritas por uma mulher". Ele aponta que, para muitas espectadoras, há uma sensação de segurança ao assistir a uma história centrada em dois homens, sem a presença de violência contra mulheres.
Apesar de já contar com uma base de fãs consolidada graças ao sucesso dos livros de Rachel Reid, as vendas da obra aumentaram significativamente após o lançamento da série, que hoje ocupa a 7ª posição na lista geral de mais vendidos do New York Times.