POLÍTICA

Cury critica Lula e Flávio Bolsonaro em sabatina

Candidato Augusto Cury defende sua candidatura e promete enfrentar Lula no segundo turno.

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/09/2026 às 20:21
Augusto Cury Reprodução / Instagram

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira, 22, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "vai destruir" Flávio Bolsonaro (PL) caso os dois se enfrentem no segundo turno. A declaração foi feita durante sabatina da Veja, em meio à defesa de que sua própria candidatura avance à etapa final da eleição e à recusa em apoiar qualquer um dos dois adversários.

"O modelo de Lula da Silva está falido, o modelo de Flávio Bolsonaro também. Se o pai perdeu, o filho também vai perder e tudo o que o Lula quer é pegar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Ele vai trucidar, ele vai destruir Flávio", afirmou.

Cury disse que tem sido procurado por lideranças dos dois campos políticos, mas afirmou que sua resposta a uma eventual busca por apoio tem sido "não, não e não". O candidato defendeu que quer enfrentar Lula pessoalmente no segundo turno.

"Eu quero Lula no segundo turno porque nós vamos aposentá-lo e não há possibilidade, de maneira clara, de apoiar nenhum e nem outro", disse.

Questionado se "aposentar Lula" significaria apoiar Flávio, Cury negou. "Não, eu vou aposentar o Lula porque eu vou ser presidente do Brasil. Não, em hipótese alguma. Nem o Flávio deve ser apoiado em hipótese alguma", afirmou.

O candidato voltou então a criticar Flávio pelo Dark Horse e disse que o senador não explicou os custos da iniciativa. "Ele não explicou nada dessa planilha do Dark Horse", declarou. Cury voltou a comparar o projeto com a adaptação cinematográfica de um de seus próprios livros.

Cury também afirmou que Lula não gostaria de enfrentá-lo no segundo turno. "Tudo o que Lula não quer é pegar, eu vou falar com humildade, Augusto Cury no segundo turno, porque Lula, eu vou te aposentar", disse.

Cury também fez uma avaliação positiva do primeiro governo Lula, mas disse que o modelo se deteriorou nos anos seguintes. "O primeiro governo dele foi um governo muito interessante, havia o Meirelles, havia um choque de responsabilidade fiscal, depois foi piorando", afirmou.