Renan Filho cobra investigação sobre R$ 2 milhões apreendidos e questiona possível uso eleitoral do dinheiro
Candidato ao Governo de Alagoas relaciona apreensão envolvendo funcionários de empresa ligada à iluminação pública de Maceió à campanha e pede atenção do TRE-AL
O candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), voltou a abordar a apreensão de cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo, em Maceió, e cobrou investigação sobre a origem e o destino dos recursos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele relacionou o episódio à disputa eleitoral e levantou a possibilidade de compra de votos e utilização de caixa dois.
A apreensão ocorreu na sexta-feira (18), quando dois funcionários da Ceilurb – empresa que presta serviços de iluminação pública à Prefeitura de Maceió –, foram abordados com o dinheiro. A origem e a finalidade dos recursos permanecem sob investigação.
Na publicação postada nas redes sociais, Renan Filho chama atenção para o fato de a empresa manter contratos de iluminação pública com a Prefeitura e menciona um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado pouco antes da saída de JHC da Prefeitura de Maceió.
“Isso tudo é muito estranho às vésperas de uma eleição. A Justiça Eleitoral tem que olhar: é compra de voto? Tem que olhar o caixa dois nessa campanha”, alegou.
O caso ganhou contornos políticos justamente pela proximidade entre a apreensão do dinheiro e a reta final da campanha. Reportagens publicadas após o episódio registraram que o TAG envolveu o reconhecimento de um passivo relacionado aos contratos de iluminação pública e estabeleceu um acordo de aproximadamente R$ 200 milhões.
Renan assegurou vigilância permanente sobre o andamento das investigações e pediu atenção do eleitor sobre o comportamento político do adversário . “Eu vou acompanhar as investigações. E você que está de olho nas eleições, acompanhe também”, declarou.
Ao final do vídeo, o candidato amplia o discurso para a disputa pelo Governo de Alagoas e classifica o atual processo eleitoral como uma “eleição divisora de águas”. “A eleição que nós estamos vivendo em Alagoas é uma eleição divisora de águas. A gente precisa seguir construindo um Estado melhor.”
A polícia segue com a apuração sobre a origem e o destino dos R$ 2 milhões e as circunstâncias relacionadas à apreensão.