Ofício tentou sustentar que Master estava habilitado nos aportes; cronologia levantada pela PF aponta o contrário no primeiro R$ 80 milhões
Documento de 2026 entrou na investigação depois de apresentar versão incompatível, segundo a PF, com a situação do banco em dezembro de 2023
O caso ganhou ainda um capítulo posterior aos próprios investimentos.
Em 2026, o então presidente do Iprev Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga encaminhou informações à Polícia Federal sustentando que o Banco Master estava habilitado na chamada lista exaustiva do Ministério da Previdência no período das aplicações.
A PF confrontou a informação com a cronologia oficial.
Segundo a investigação, no primeiro aporte, em 6 de dezembro de 2023, o Master não aparecia entre as instituições elegíveis.
Uma lista oficial atualizada em maio de 2024 já registra instituição do conglomerado Master.
A diferença de datas é justamente o problema.
A informação posterior não poderia alterar retroativamente a situação existente no momento em que os primeiros R$ 80 milhões foram investidos.
O documento passou a ser analisado pelos investigadores, embora o STF não tenha autorizado busca contra seu signatário naquele momento.