DINHEIRO DOS APOSENTADOS 8

Ofício tentou sustentar que Master estava habilitado nos aportes; cronologia levantada pela PF aponta o contrário no primeiro R$ 80 milhões

Documento de 2026 entrou na investigação depois de apresentar versão incompatível, segundo a PF, com a situação do banco em dezembro de 2023

Por Redação Publicado em 21/09/2026 às 16:56
Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga encaminhou informações falsas à Polícia Federal sustentando que o Banco Master estava habilitado;

O caso ganhou ainda um capítulo posterior aos próprios investimentos.

Em 2026, o então presidente do Iprev Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga encaminhou informações à Polícia Federal sustentando que o Banco Master estava habilitado na chamada lista exaustiva do Ministério da Previdência no período das aplicações.

A PF confrontou a informação com a cronologia oficial.

Segundo a investigação, no primeiro aporte, em 6 de dezembro de 2023, o Master não aparecia entre as instituições elegíveis.

Uma lista oficial atualizada em maio de 2024 já registra instituição do conglomerado Master.

A diferença de datas é justamente o problema.

A informação posterior não poderia alterar retroativamente a situação existente no momento em que os primeiros R$ 80 milhões foram investidos.

O documento passou a ser analisado pelos investigadores, embora o STF não tenha autorizado busca contra seu signatário naquele momento.