Dinheiro vivo entra no radar da PF: investigação apura depósitos e patrimônio de ex-presidente do Iprev
Movimentações de Ronnie Mota são analisadas separadamente
O ex-presidente do Iprev Ronnie Reyner Teixeira Mota é uma das figuras centrais da investigação.
Ele comandava o instituto quando ocorreram os dois aportes e, segundo a PF, possuía responsabilidade direta pela decisão final das aplicações e assinou autorizações relacionadas às operações.
A análise financeira acrescentou outro elemento.
Relatório de inteligência financeira citado pela PF registrou movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada por Ronnie, incluindo depósitos em espécie e aquisições patrimoniais.
Entre os valores noticiados a partir dos documentos aparecem depósitos de até R$ 300 mil, além da aquisição de veículo e imóvel com pagamentos relevantes em dinheiro.
Há uma ressalva indispensável: a PF não afirmou que esse dinheiro seja proveniente dos investimentos do Iprev no Banco Master.
A investigação procura justamente esclarecer sua origem e eventual relação — ou inexistência de relação — com os fatos apurados.
Pagamento em espécie também não constitui crime isoladamente.
O que colocou as operações no radar policial foi a combinação entre valores, renda declarada, período das movimentações e a função ocupada pelo ex-presidente do instituto.