POLÍTICA

Haddad se opõe à privatização do metrô e critica ganância do setor privado

Candidato também promete rever contratos e considera possibilidade de reestatização da Sabesp.

Por Estadao Conteudo Publicado em 21/09/2026 às 14:30
Haddad © Foto / José Cruz/Agência Brasil

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), se manifestou contra as privatizações e afirmou que a "Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho, porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público". Durante uma entrevista à Record TV nesta segunda-feira, 21, o candidato também declarou que, se eleito, irá rever todos os contratos assinados por Tarcísio, incluindo o da Sabesp, apontando a possibilidade de reestatização.

Sobre as linhas de metrô, Haddad reiterou: "Eu não vou privatizar as linhas do metrô, nem as novas, nem as que não foram privatizadas, porque isso não está dando certo para o usuário".

O candidato afirmou que, sob sua gestão, o Estado de São Paulo priorizará o interesse do usuário em detrimento do setor privado. "A Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho, porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público e pouca vontade de entregar o que prometeu antes da privatização", acrescentou, prometendo interromper o "esquema" de vender ativos públicos e "colocar o setor privado na linha".

Revisão de contratos

Haddad planeja revisar todos os contratos assinados por Tarcísio, assim como ele fez durante sua gestão como ministro da Fazenda. Ele declarou: "Tive que rever os contratos que ele assinou quando era ministro da Infraestrutura, que eram lesivos ao interesse público". Segundo o candidato, essa revisão permitirá a recuperação do caixa e o fomento de novos investimentos no serviço público.

<pReferente à Sabesp, Haddad demonstrou a necessidade de rever o contrato e disse: "Depois você pode judicializar se a empresa não cumprir o contrato que foi aditado com novas cláusulas. E se você judicializar e nada resolver, pode sim reestatizar, mas sem pagar indenização para a empresa". Ele completou que procurará judicializar a questão, e, se não houver cumprimento, a empresa poderá ser retomada para o controle público.

Milton Leite

O candidato também comentou que não houve nenhuma denúncia de corrupção nos contratos de transporte público durante sua gestão na prefeitura de São Paulo. "Depois que eu saí começou a farra", disse. Em resposta a uma pergunta sobre combate à corrupção, mencionou a prisão de Milton Leite (União Brasil) na Operação Vectura Corrupta e lembrou que "três semanas atrás, Tarcísio estava pedindo voto para os filhos dele (Milton Leite) aqui na zona sul de São Paulo".

Segurança Pública

Por fim, Haddad reiterou sua proposta para a segurança pública, que inclui a criação de uma agência "antifação" no Estado de SP. "Uma agência presidida pelo governador, onde terão assento as Polícias de São Paulo, o Ministério Público de São Paulo, mas também a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal", concluiu.