POLÍTICA E JUSTIÇA

Girão alerta para risco de anulação de processos do caso Master

Senador critica decisão do STF e atuação da PGR, apontando possíveis impactos na Operação Compliance Zero

Publicado em 25/05/2026 às 16:58
General Girão Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) questionou uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e alertou para o risco de anulação geral dos processos relacionados ao caso do Banco Master.

Na semana passada, Gilmar Mendes pediu vista no julgamento que analisa decisões do outro ministro do STF, André Mendonça , relacionadas à Operação Compliance Zero , da Polícia Federal. Na operação, foram presos Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, respectivamente pai e primo do dono do Mestre, Daniel Vorcaro.

O senador também criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e apontou setores do STF e do Congresso como responsáveis ​​por tentativas de impedir o avanço das investigações. Girão afirmou que, segundo ele, ocorre no caso do Banco Master o mesmo que aconteceu com processos ligados à força-tarefa da Lava Jato.

— O ministro Gilmar Mendes está armando uma cama-de-gato para anular tudo. É importante que o brasileiro saiba disso. O pano de fundo não é o método lavajatista, até porque as três instâncias confirmaram as decisões da força-tarefa da Lava Jato — declarou o senador.

No mesmo discurso, Girão elogiou a atuação de André Mendonça, que, na avaliação do Senado, tem levado às investigações sobre o Mestre “com responsabilidade e imparcialidade”. O parlamentar destacou que o magistrado rejeitou uma colaboração premiada de Vorcaro, que, segundo ele, deixaria de destacar integrantes dos três Poderes.

— A delação falsa de que o Vorcaro estava querendo fazer pouparva o ministro [Dias] Toffoli, o ministro [Alexandre de] Moraes e outras pessoas poderosas dos três Poderes da República. Mas o Brasil precisa dessa delação. O brasileiro quer saber quem está por trás. Quem vai pagar essa conta, com taxas altas, com mais juros, é o brasileiro — afirmou Girão.