POLÍTICA E AGRICULTURA

Hermes Klann defende renegociação de dívidas rurais

Senador destaca importância de projeto que cria linha especial de crédito para produtores afetados por eventos climáticos extremos

Publicado em 25/05/2026 às 16:15
Hermes Klann

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Hermes Klann (PL-SC) defendeu a aprovação do projeto de lei (PL 5.122/2023), que propõe mecanismos para a renegociação de dívidas de produtores rurais impactados por eventos climáticos extremos. Segundo o parlamentar, o aumento dos custos de produção, a restrição de crédito e as perdas sucessivas de safra colocaram produtores e cooperativas sob forte pressão financeira.

O senador explicou que o projeto prevê o uso do Fundo Social para viabilizar uma linha especial de financiamento destinada à quitação de subsídios no setor rural. Destacou ainda que a proposta estabelece condições emergenciais de crédito e critérios para comprovação das perdas climáticas, além de permitir a inclusão de operações contratadas até dezembro de 2025.

— Trata-se de um instrumento de recuperação econômica essencial para evitar o abandono da atividade produtiva, preservar recursos minerais e reduzir os impactos da crise no setor rural. Destaco a ampliação para contemplar as operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, o que é fundamental diante da continuidade da crise no campo, com perdas sucessivas, aumentos de custos e restrição de crédito que seguem afetando os produtores — afirmou Klann.

O parlamentar ressaltou ainda que a crise financeira no campo ultrapassa o impacto individual sobre os produtores e afeta diretamente as economias locais, cooperativas, empregos e a arrecadação municipal. Hermes Klann defendeu que o crédito rural seja tratado como política pública estratégica para garantir a segurança alimentar e promover o desenvolvimento regional.

— O produtor investe antes de receber, assume riscos antes de colher, emprega antes de vender, movimenta a economia antes de ter qualquer garantia de retorno. É por isso que o crédito rural não pode ser tratado como simples operação bancária. Ele faz parte da política pública de abastecimento, de desenvolvimento regional e de segurança alimentar.