Hermes Klann defende renegociação de dívidas rurais
Senador destaca importância de projeto que cria linha especial de crédito para produtores afetados por eventos climáticos extremos
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Hermes Klann (PL-SC) defendeu a aprovação do projeto de lei (PL 5.122/2023), que propõe mecanismos para a renegociação de dívidas de produtores rurais impactados por eventos climáticos extremos. Segundo o parlamentar, o aumento dos custos de produção, a restrição de crédito e as perdas sucessivas de safra colocaram produtores e cooperativas sob forte pressão financeira.
O senador explicou que o projeto prevê o uso do Fundo Social para viabilizar uma linha especial de financiamento destinada à quitação de subsídios no setor rural. Destacou ainda que a proposta estabelece condições emergenciais de crédito e critérios para comprovação das perdas climáticas, além de permitir a inclusão de operações contratadas até dezembro de 2025.
— Trata-se de um instrumento de recuperação econômica essencial para evitar o abandono da atividade produtiva, preservar recursos minerais e reduzir os impactos da crise no setor rural. Destaco a ampliação para contemplar as operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, o que é fundamental diante da continuidade da crise no campo, com perdas sucessivas, aumentos de custos e restrição de crédito que seguem afetando os produtores — afirmou Klann.
O parlamentar ressaltou ainda que a crise financeira no campo ultrapassa o impacto individual sobre os produtores e afeta diretamente as economias locais, cooperativas, empregos e a arrecadação municipal. Hermes Klann defendeu que o crédito rural seja tratado como política pública estratégica para garantir a segurança alimentar e promover o desenvolvimento regional.
— O produtor investe antes de receber, assume riscos antes de colher, emprega antes de vender, movimenta a economia antes de ter qualquer garantia de retorno. É por isso que o crédito rural não pode ser tratado como simples operação bancária. Ele faz parte da política pública de abastecimento, de desenvolvimento regional e de segurança alimentar.