CLIMA E POLÍTICA

Plenário do Senado debate impacto do fenômeno El Niño no clima do Brasil

Sessão temática reúne senadores e especialistas para discutir prevenção e resposta a desastres naturais intensificados pelo El Niño.

Publicado em 25/05/2026 às 16:01
Senado Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O Plenário do Senado realiza, nesta quinta-feira (28), uma sessão de debate temático para discutir os impactos do fenômeno El Niño no Brasil em 2026. O encontro reunirá senadores e especialistas para analisar o aumento dos desastres naturais no país e avaliar propostas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. A sessão está marcada para as 9h.

A iniciativa do debate partiu de líderes partidários (RQS 366/2026), com apoio de diversos senadores. Entre eles, Esperidião Amin (PP-SC) destacou que a reunião será fundamental para aprimorar ferramentas de prevenção e estimular a mobilização da sociedade e dos órgãos públicos. Na semana passada, Amin já havia abordado o tema em discurso no Plenário.

O El Niño é resultado do aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação dos ventos e o clima global. No Brasil, costuma provocar chuvas intensas na Região Sul e secas severas no Norte e Nordeste. Especialistas preveem que o fenômeno deste ano será mais intenso.

Comissão de Ciência e Tecnologia

Na quarta-feira (27), a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) promove audiência pública sobre o El Niño de 2026 e as estratégias de preparação do Brasil diante das incertezas e possíveis impactos climáticos.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ressaltou a crescente preocupação com seu estado, especialmente após a grande enchente de 2024. "Eu mesmo determinei um estudo a respeito das possíveis consequências desse El Niño, que os indícios são de que será o mais forte dos últimos anos", afirmou Mourão, durante a aprovação do requerimento (REQ 35/2026) do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) na CCT.

Para Marcos Pontes, o encontro é essencial para debater "o papel da ciência e da tecnologia na melhoria da capacidade de previsão climática, no monitoramento de eventos extremos e no desenvolvimento de soluções que subsidiem a tomada de decisão pelo poder público".

Foram convidados professores, pesquisadores e representantes da Embrapa; do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais; da Rede Clima; do Museu Paraense Emílio Goeldi; da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia Nacional de Medicina (ANM).

Com informações da Rádio Senado