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'Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, nunca encontrei com ele', diz Zema

Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema critica relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e destaca histórico de gestão sem escândalos em Minas Gerais

Publicado em 25/05/2026 às 13:01
Romeu Zema Reprodução

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (25) que nunca se encontrou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem foi classificado como “banqueiro bandido”. Segundo Zema, embora ambos residam na mesma cidade, Vorcaro jamais solicitou um encontro com ele.

A declaração de Zema surgiu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitir, no último dia 20 de maio, ter sido encontrado com Vorcaro em sua residência. O encontro ocorreu em São Paulo, no final de 2025, logo após a primeira soltura do banqueiro no âmbito da Operação Compliance Zero, quando Vorcaro ainda utilizava tornozeleira eletrônica.

De acordo com Flávio, a reunião teve como objetivo encerrar o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Mensagens divulgadas indicam que Flávio teria solicitado recursos ao banqueiro para a produção do longa-metragem.

“No meu governo, em Minas Gerais, não teve um escândalo, não teve corrupção, não teve esquema. Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, é estranho, eu nunca encontrei com ele, nunca”, destacou Zema. "Eu falo que a assombração sabe para quem ela vai aparecer e bater na porta."

As declarações foram feitas durante a participação no encontro de presidenciáveis ​​promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). No evento, Zema intensificou críticas indiretas e afirmou que "gambá cheira gambá". Ele avaliou que manter relações com Vorcaro é "mau sinal" para um presidenciável e também desaprovou a indicação de parentes para cargos públicos, em referência a Flávio Bolsonaro, escolhido por Jair Bolsonaro como candidato à Presidência.

“Não acredito também quando você acredita que parentes são a solução do seu problema, não acredito não”, continua Zema. "Eu gosto é de gente competente, e não de falar é parente que resolve. Quando é companheira, parentada, a coisa fica difícil."

Zema reforçou que o Brasil precisa de um presidente que não seja suscetível a canções ou tenha "rabo preso". Sem citar nomes, sugeriu que as lideranças políticas já foram constrangidas por investigações familiares ou questões pessoais, o que, segundo ele, compromete a capacidade de governar.