Lula promete vetar uso de robôs em eleições e critica projeto aprovado na Câmara
Presidente afirma que trabalhará contra aprovação do texto no Senado e defende punição para quem dissemina fake news
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (22) que irá vetar trechos do projeto de lei aprovado recentemente na Câmara dos Deputados que permite o disparo em massa de mensagens por candidatos durante as eleições. A declaração foi feita em entrevista ao programa Sem Censura , da TV Brasil.
“Agora, as bancadas aprovaram uma coisa que vai fomentar o uso de robôs na eleição. Eu certamente vetarei. Primeiro, vou trabalhar para o Senado não aprovar, e depois eu vetarei”, garantiu Lula.
O presidente também defendeu a necessidade de punir quem divulga informações falsas de forma deliberada, ressaltando o impacto negativo das notícias falsas sobre a economia e o sistema financeiro.
"O cara que conta uma mentira sabendo que é mentira, ele tem que ser punido. O cara pode causar um rombo na economia contando uma mentira sobre o sistema financeiro. Um cara pode inventar que um banco vai quebrar, arrancar o seu dinheiro logo, vai em uma corrida para o banco, quebrar o banco. Isso tem que ser crime", enfatizou.
Educação e política
Lula também comentou sobre o distanciamento da população em relação à política, atribuindo a responsabilidade aos próprios políticos. “O povo precisa ser educado para gostar”, afirmou durante o programa.
Ao abordar o tema da Operação Lava Jato, o presidente classificou a investigação como “a grande mentira do século XXI” no Brasil e criticou o papel da imprensa na cobertura do caso. "Os meios de comunicação fomentaram dois monstros, chamados (Sérgio) Moro e (Deltan) Dallagnol, e que depois não provaram nada. Quebraram muitas empresas. A serviço de quem?... Empregos foram desmontados com aquele todo episódio", declarou.
Lula ainda disse que não viu nenhum pedido de desculpas em relação à Lava Jato. “Os meios de comunicação demoraram 50 anos para pedir desculpas no regime militar. E agora eles vão demorar mais de 50 para pedir desculpas sobre o que fez com o monstro da Lava Jato”, concluiu.