POLÍTICA

Girão elogia atuação de André Mendonça nas investigações sobre o Banco Master

Senador destaca postura técnica do ministro do STF e defende CPMI para apurar ligações do banco com os Três Poderes

Publicado em 22/05/2026 às 12:46
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) © Foto / Rosinei Coutinho/STF

Ao discursar no Plenário nesta sexta-feira (22), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou o ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal, pela condução das investigações envolvendo o Banco Master. Girão manifestou apoio à decisão de Mendonça de rejeitar a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro e defendeu a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar possíveis conexões entre o banco e integrantes dos Três Poderes.

O senador ressaltou que Mendonça vem conduzindo as investigações de forma técnica, adotando medidas para evitar interferências. Ao apoiar a separação da delação, Girão frisou que Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, "não está entregando os tubarões que a torcida do Flamengo sabe que estão envolvidos, que a própria Polícia Federal sabe, que a mídia já vazou".

— O Brasil precisa de uma delação séria, que não poupe ninguém: nem de um lado, nem de outro; nem de direita, nem de esquerda. Faltam muitos esclarecimentos sobre tudo o que nós estamos vendendo aí — afirmou.

Girão também criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) nas negociações da delação premiada de Vorcaro. Segundo o parlamentar, a PGR precisa esclarecer por que mantiveram as tratativas mesmo após manifestações da Polícia Federal e do ministro André Mendonça.

Além disso, o senador voltou a defender a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), formada por senadores e deputados federais, para aprofundar as investigações sobre supostas conexões entre o Banco Master e membros dos Três Poderes.

Ações impetradas no Supremo Tribunal Federal pedem que sejam determinadas a instalação da comissão.

— Está nas mãos do André Mendonça a esperança de que se determine que o Senado abra a CPMI — concluiu Girão.