TRE-AL realiza retotalização de votos e bancada federal pode sofrer mudanças nesta quarta
Procedimento atende determinação do TSE e reanalisa dados da eleição de 2022; resultado impacta a distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados
O cenário político de Alagoas em Brasília pode ganhar novos contornos a partir da tarde desta quarta-feira (13). O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) realiza, às 16h, a retotalização dos votos das eleições gerais de 2022 para o cargo de deputado federal. O procedimento, que acontece na sede do Tribunal, cumpre uma determinação direta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A revisão dos números será executada por meio do Sistema de Gerenciamento da Totalização (SISTOT). A medida, oficializada pelo desembargador Klever Rêgo Loureiro, relator do processo, fundamenta-se em diretrizes estabelecidas pelo ministro Nunes Marques. O caso envolve uma disputa jurídica entre o Republicanos, a Federação Brasil da Esperança e os políticos Paulão e João Victor Loureiro Pessoa Catunda.
Entenda o impacto
O reprocessamento não é apenas uma formalidade técnica; ele possui potencial jurídico para alterar a atual configuração da bancada alagoana na Câmara dos Deputados. Dependendo do recálculo, pode haver uma redistribuição de cadeiras e mudanças na ordem de suplência entre os partidos envolvidos no processo judicial.
"O resultado consolidado após a sessão desta tarde definirá se haverá alternância de nomes na representação alagoana em Brasília", aponta o edital do Tribunal.
Transparência e Execução
Seguindo os ritos de transparência eleitoral, o ato é público e poderá ser acompanhado por:
Representantes de partidos, federações e coligações;
Membros do Ministério Público Eleitoral (MPE);
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL).
A operação técnica fica sob responsabilidade da Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE-AL, enquanto a Secretaria Judiciária cuidará da formalização e da divulgação oficial dos novos números.
A retotalização é o desfecho de uma série de recursos ordinários e conflitos de competência analisados pelas instâncias superiores da Justiça Eleitoral sobre o pleito passado, colocando um ponto final na incerteza sobre a contagem definitiva dos votos de 2022.