POLÍTICA

Futura/Apex: Flávio Bolsonaro tem 46,9% contra 44,4% de Lula no 2º turno, em empate técnico

Publicado em 11/05/2026 às 14:15
Flávio Bolsonaro Reprodução / Instagram

Levantamento Futura/Apex Partners divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno para a Presidência da República. No cenário testado, Flávio tem 46,9%, ante 44,4% de Lula. Eles técnicos empatados dentro da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

Foram realizadas 2.000 entrevistas telefônicas com participantes de 16 anos ou mais distribuídas em 870 cidades, entre os dias 4 e 8 de maio de 2026. O índice de confiança de 95%. A pesquisa é registrada sob o número BR-03678/2026.

Por outro lado, Lula venceria os demais adversários testados. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista aparece com 45,1%, ante 36,9% do ex-governador de Goiás. Em uma disputa com Romeu Zema (Novo), Lula marca 46,0%, contra 37,8% do ex-governador de Minas Gerais.

O levantamento também testou um confronto entre Flávio Bolsonaro e o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que vai disputar o governo de São Paulo. Neste caso, o senador venceria o ex-titular da Fazenda por 47,8% a 36,2%.

Primeiro turno

A pesquisa também mostra ao presidente Lula a liderança numérica dos cenários de primeiro turno testados para a eleição presidencial de 2026, com exceção da simulação sem sua candidatura, em que Flávio Bolsonaro aparece com ampla vantagem sobre Fernando Haddad.

No cenário principal, Lula marca 38,3%, ante 36,1% de Flávio, em situação de empate técnico dentro da margem de erro. Na sequência, aparecem os ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) e Ronaldo Caiado, ambos com 4,4%, seguidos por Romeu Zema (3,6%). Brancos, nulos ou nenhum somam 5,5%, e 4,1% estão indecisos.

O líder do partido Missão, Renan Santos, marca 1,5%, seguido pelo psiquiatra Augusto Cury (Avante), com 1,4%, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,6%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 0,1%. Os deputados que reivindicam voto em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 5,5%, enquanto 4,1% disseram estar indecisos ou não responderam.

Em um segundo cenário, sem Ciro - que deve disputar o governo do Ceará - na disputa, Lula registra 38,1%, enquanto Flávio sobe para 37,4%, mantendo uma disputa competitiva. Caiado aparece com 5,7%, seguido por Renan Santos (2,3%), Augusto Cury (1,5%), Cabo Daciolo (1,4%) e Aldo Rebelo (0,7%). Brancos, nulos ou nenhum chegam a 8,4%, com 4,5% de indecisos.

Na hipótese sem Lula, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro liderou com folga, com 35,9%, ante 17,1% de Haddad. Ciro Gomes surge como terceiro via mais competitivo, com 11,5%. Nesse cenário, cresce também o contingente de eleitores que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, que chega a 14%.

Rejeição e aprovação

Lula liderou o índice de exclusão entre os nomes testados para a eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, 47,4% dos entrevistados afirmaram que não votariam no atual presidente "em hipóteses alguma".

Na sequência, aparecem Flávio Bolsonaro, com excluídos de 43,8%, e Fernando Haddad, com 31,9%. Entre os demais nomes, Ciro Gomes foi excluído de 17,9%, seguido por Romeu Zema (17,3%), Cabo Daciolo (15,9%) e Ronaldo Caiado (15,3%). Renan Santos aparece com 13,2%, enquanto Aldo Rebelo e Augusto Cury marcam 11,7% e 11,2%, respectivamente.

A pesquisa aponta ainda que a desaprovação ao presidente Lula supera a aprovação. Segundo o levantamento, 51,8% dos entrevistados disseram desaprovar o chefe do Executivo, ante 44,9% que afirmaram aprová-lo.

Na avaliação do governo, 45,7% classificaram a gestão atual como ruim ou péssima, enquanto 37,5% consideraram ótima ou boa. Outros 15,6% avaliaram o governo como regular, e 1,2% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento também mediu a percepção sobre outras instituições. O Congresso Nacional registrou o pior desempenho entre os Poderes testados: 60,1% desaprovaram sua atuação, ante 26,1% que aprovaram. Outros 13,8% não souberam responder.

No caso do Supremo Tribunal Federal (STF), 54,3% disseram desaprovar a Corte, enquanto 33,9% afirmaram aprová-la. Outros 11,7% não responderam ou não souberam. No tempo, 57% dos entrevistados disseram ser detalhados ao impeachment de ministros do STF, enquanto 27,2% afirmaram ser contrários. Já 15,9% não souberam ou não responderam.