Flávio Bolsonaro reforça defesa do fim da reeleição presidencial
Pré-candidato do PL afirma que mandato de quatro anos é insuficiente e seguirá apoiando PEC que acaba com reeleição, caso eleito.
O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reafirmou nesta terça-feira (18) sua posição favorável ao fim da reeleição presidencial, mas destacou que considera o prazo de quatro anos de mandato “muito pouco”. Segundo ele, caso seja eleito, continuará apoiando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da possibilidade de um segundo mandato consecutivo para presidentes.
Na segunda-feira (17), Flávio apresentou em discurso a hipótese de seu governo durar oito anos, caso eleito. Hoje, ele esclareceu que sua fala foi mal interpretada e reiterou sua defesa do fim da reeleição. “Eu não sei como vai ser o processo legislativo, se o Congresso vai acabar com a reeleição e manter em quatro anos, se o Congresso vai acabar com a reeleição e passar o mandato para cinco anos”, declarou.
Durante o evento de pré-candidaturas do Partido Liberal (PL) em Santa Catarina, Flávio também comentou a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PI), alvo de mandato de busca e apreensão. “Ele é acusado de crimes graves e que estão sendo apurados”, afirmou.
O senador ressaltou sua experiência em Brasília: "Eu sei jogar o jogo do poder em Brasília, eu conheço o Poder Legislativo, eu conheço o Poder Judiciário, eu sei onde é que tem que cortar a despesa, eu sei como é que a gente organiza esse país" , disse, citando a gestão atual de Santa Catarina como referência para ações federais, caso eleito.
Flávio Bolsonaro também declarou que a "missão" do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não terminou e afirmou que seu pai "subirá a rampa do Planalto" em 2027. Sobre o governo Lula, avaliou que o Partido dos Trabalhadores (PT) ficará "na insignificância" a partir do próximo ano.
Na área de segurança pública, o pré-candidato defendeu uma mudança na Constituição para reduzir a maioridade penal e, mais cedo, apoiou a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas no Brasil.