Ciro Nogueira afirma ser alvo de ataque 'maligno' em ano eleitoral
Senador reage à operação Compliance Zero, nega irregularidades e diz que investigação busca manchar sua honra durante campanha à reeleição
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), declarou nesta sexta-feira, 8, que foi vítima de um ataque "maligno e sem fundamentos" após ser alvo de busca e apreensão durante a Operação Compliance Zero.
Em publicação nas redes sociais, Ciro mencionou o impacto de uma investigação anterior, ocorrida quando disputava as eleições de 2018. "Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?", escreveu.
O senador classificou a operação como uma "tentativa de manchar" sua "honra pessoal" em pleno ano eleitoral — ele concorre à reeleição ao Senado pelo Piauí. "Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons", afirmou.
Ao final da nota, Ciro se identificou como "um cidadão completamente indignado".
Ciro Nogueira foi um dos alvos da ação de busca e apreensão da Polícia Federal, realizada na 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo envolvendo o banco Master. De acordo com a Polícia Federal, o senador teria recebido uma mesada de pelo menos R$ 300 mil, além de hospedagens em hotéis de luxo em Nova York, despesas em restaurantes sofisticados e um cartão de crédito fornecido pelo banqueiro para uso pessoal. O parlamentar nega qualquer irregularidade.