Farol de Desenvolvimento da Paraíba entrega "carta técnica" sobre jornada de trabalho a Hugo Motta
O Farol de Desenvolvimento da Paraíba entregou ao deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a Carta de Posicionamento Técnico nº 01/2026, documento elaborado pela entidade com análises sobre os possíveis impactos econômicos e sociais relacionados ao fim da escala de trabalho 6x1. O material foi entregue em mãos durante encontro realizado em João Pessoa, nessa quinta-feira (07).
O documento reúne análises voltadas aos principais setores da economia paraibana, como comércio, serviços, turismo, construção civil, agronegócio e tecnologia. Segundo o Farol, eventuais mudanças na jornada de trabalho sem estudos aprofundados de produtividade e viabilidade setorial podem provocar aumento de custos operacionais, necessidade de ampliação de equipes e perda de competitividade em diferentes segmentos.
Os pontos apresentados no dossiê, além de outros estudos relacionados ao tema, serão debatidos no “I Fórum do Farol PB Escala 5x2: Impactos e Propostas do Setor Produtivo”, que acontecerá nesta segunda-feira (11), às 8h, no Liv Mall. O encontro reunirá representantes do setor produtivo, especialistas e lideranças empresariais para discutir os impactos econômicos e operacionais relacionados à possível mudança na jornada de trabalho.
Entre os dados apresentados pela entidade, o estudo destaca que os setores analisados representam entre 85% e 90% da atividade econômica privada da Paraíba. O documento também cita projeções de aumento nos custos de folha de pagamento em áreas como construção civil, varejo, hotelaria e serviços, além de possíveis reflexos sobre preços, informalidade e geração de empregos.
Outro ponto defendido pelo Farol é que mudanças nas relações de trabalho sejam discutidas por meio de negociações coletivas e acordos setoriais, levando em consideração as particularidades produtivas de cada atividade econômica.
Segundo o presidente do Farol de Desenvolvimento da Paraíba, José Carneiro de Carvalho Neto, a intenção do documento é contribuir tecnicamente com o debate nacional. “Estamos tratando de um tema que impacta diretamente setores responsáveis pela maior parte da atividade econômica do estado. O Farol entende que essa discussão precisa ser conduzida com responsabilidade técnica, análise de produtividade e diálogo com os segmentos produtivos”, afirmou.
A vice-presidente da entidade, Erika Marques de Almeida, destacou a importância da construção coletiva do debate. “A proposta do fórum é justamente ampliar essa discussão, reunindo diferentes perspectivas para avaliar impactos econômicos, sociais e operacionais relacionados à jornada de trabalho”, disse.