ELEIÇÕES 2026

Eduardo Bolsonaro confirma suplência de André do Prado em chapa ao Senado por São Paulo

Deputado federal será primeiro suplente de André do Prado, pré-candidato ao Senado, mesmo residindo nos EUA. Fernando Fiori de Godoy ocupará a segunda suplência.

Publicado em 05/05/2026 às 17:37
Eduardo Bolsonaro Reprodução / Instagram

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), confirmou sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo e anunciou que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) será seu primeiro suplente, apesar de o deputado atualmente residir nos Estados Unidos. Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, ficará com a segunda vaga de suplente.

Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já havia confirmado o nome de André do Prado para a segunda vaga da chapa ao Senado — a primeira pertence a Guilherme Derrite (PP). Questionado sobre a suplência de Eduardo, o governador afirmou não ter essa informação à época.

André do Prado já havia sinalizado a possibilidade de ter Eduardo como suplente em entrevista ao Estadão, publicada no fim de abril. "Fiz o convite para que, se a decisão for pelo meu nome, ele esteja na suplência", declarou o deputado.

No vídeo em que anunciou sua pré-candidatura, André do Prado se apresentou como "substituto" de Eduardo Bolsonaro, fez acenos ao bolsonarismo, classificou a prisão de Jair Bolsonaro (PL) como injusta e afirmou ter assumido compromissos com Eduardo, entre eles a defesa da anistia.

O apoio de Eduardo a André do Prado tem gerado questionamentos dentro do bolsonarismo. Parte do grupo critica o respaldo a um deputado que não integra a ala ideológica e é próximo de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Em sua publicação confirmando o apoio, Eduardo listou motivos para a decisão, como os 32 anos de vida pública de André, sua presidência no Legislativo paulista e o apoio ao governo Tarcísio.

"É um nome com projeção futura, inclusive com forte potencial para disputar o governo de São Paulo futuramente. E, principalmente: tem alinhamento nas pautas prioritárias, comprometendo-se a votar de forma convergente conosco em temas sensíveis", escreveu Eduardo Bolsonaro.

A candidatura de Eduardo à suplência, no entanto, traz riscos jurídicos. O deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara e responde a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de coação no curso do processo.

"Sobre a cassação por faltas, há espaço para discussão. Até onde tenho conhecimento, nunca houve análise de mérito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, mesmo que houvesse, a composição da Justiça Eleitoral muda com frequência, e não é incomum que a Corte adote entendimentos diferentes sobre precedentes", avalia Fernando Neisser, professor de Direito Eleitoral da FGV-SP. "Já em relação ao processo criminal em andamento, uma eventual condenação até o prazo de registro das candidaturas, em 15 de agosto, tornaria Eduardo inelegível".