ELEIÇÕES 2024

TSE apresenta Pilili, mascote oficial das urnas eletrônicas no Brasil

Lançamento celebra 30 anos da urna eletrônica e busca aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente dos jovens

Publicado em 05/05/2026 às 11:11
TSE apresenta Pilili, mascote oficial das urnas eletrônicas no Brasil Reprodução / TSE

Em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira (4) a mascote Pilili, cujo nome faz referência ao som emitido pela urna ao confirmar o voto.

A apresentação da personagem ocorreu em Brasília, durante um evento que celebrou as três décadas do sistema eletrônico de votação. Segundo o TSE, Pilili foi criada para aproximar a Justiça Eleitoral da sociedade, com foco especial no público jovem.

Na abertura da cerimônia, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que comandará o Tribunal neste ano eleitoral, destacou a segurança, confiabilidade, agilidade e auditabilidade das urnas eletrônicas.

“O Brasil pensou uma forma, portanto, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica. O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa”, afirmou.

A ministra também fez um apelo aos jovens entre 15 e 17 anos para que regularizem sua situação eleitoral e participem das eleições.

“Quem completar 16 anos até o dia 4 de outubro, ou seja, de hoje a 150 dias exatamente, se tiver solicitado o título a partir dos 15 anos, poderá votar, poderá exercer esse direito e, com isso, ser verdadeiro ou verdadeira cidadão ou cidadã, que diz quem ocupará os cargos de direção no país”, ressaltou.

Durante o evento, o público pôde interagir com experiências relacionadas à urna eletrônica, conferir elementos gráficos, painéis históricos e assistir a um vídeo institucional que resgata a trajetória do equipamento desde sua primeira eleição até os dias atuais.

Desinformação

Diante do aumento de discursos e propagação de desinformação, a ministra Cármen Lúcia enfatizou que não há qualquer intervenção humana na apuração e totalização dos votos.

“Antes se assinava uma cédula de papel e se colocava em uma urna que era de lona, e essa urna era conduzida a um local onde os votos eram contados pelo número das pessoas designadas. Isso hoje já não acontece mais”, explicou.

Em 1996, mais de 32 milhões de brasileiros – cerca de um terço do eleitorado da época – votaram pela primeira vez em urnas eletrônicas. Foram distribuídos mais de 70 mil equipamentos em 57 cidades, incluindo 26 capitais, para as eleições municipais. No entanto, a história das urnas começou antes disso.

O primeiro passo para a informatização foi dado em 1985, com a criação do cadastro único e automatizado de eleitores. Antes, não havia um registro nacional, o que facilitava fraudes. Por quase uma década, técnicos do TSE desenvolveram um equipamento seguro e adequado à realidade brasileira, sempre com a premissa de uma solução nacional. Nas eleições de 1994, o processamento eletrônico dos resultados foi realizado pela primeira vez, reduzindo de dias para horas o tempo de apuração.

A eleição de 2000 marcou o primeiro pleito totalmente informatizado. Desde então, a Justiça Eleitoral submete o sistema a constantes testes de segurança. Vale ressaltar que, ao contrário do que afirmam campanhas de desinformação, as urnas não são conectadas à internet, operam apenas com o software oficial do TSE e não podem ser hackeadas.